CASO HENRY: Jairinho será cassado em 60 dias no máximo, diz presidente do conselho da Câmara


O destino do vereador Jairinho está selado na Câmara Municipal do Rio: sua cassação deverá ocorrer em, no máximo, 60 dias. A previsão é do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Alexandre Isquerdo (DEM). Ele não vê o menor clima na casa para reverter a situação do parlamentar.


"A quantidade de provas técnicas levantadas até agora é impressionante. O ser humano é uma caixinha de surpresa. Jairinho sempre foi afável no relacionamento com os colegas. Foi um choque".

Mas nem sempre o discurso foi esse. No início das investigações, vereadores amigos de Jairinho levantavam a possiblidade de ele estar acobertando a namorada e mãe de Henry, Monique Medeiros, mas que não teria praticado o crime. A tentativa de defesa do padrasto de Henry foi por água abaixo com o progresso das investigações e, principalmente, a revelação feita pelo RJ TV, da Rede Globo, das mensagens em que a babá alerta a mãe sobre as sessões de tortura.


Perguntas no ar

A suspeita é de homicídio. Que não tem a ver com o mandato parlamentar. Mas outras perguntas – todas elas relacionadas com a forma como se exerce o poder no Rio – ainda estão no ar:


1) Foi correta a decisão do Ministério Público do Rio de Janeiro de encerrar as investigações sobre uma suposta agressão que teria sido praticada por Jairinho contra uma ex-mulher, sem ouvir testemunhas?

2) Quais os atributos o Tribunal de Contas do Município levou em conta para requisitar os serviços da mãe de Henry? Ela foi trabalhar no mesmo gabinete onde, meses antes, estava o irmão de um outro vereador, Thiago K. Ribeiro (DEM), ele próprio candidato a uma vaga no TCM. O gabinete que abrigou os parentes dos vereadores é do conselheiro Luiz Antônio Guaraná, futuro presidente do TCM.

3) A família de Jairinho tem ligações com a milícia?


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