OPINIÃO: Santa Rita “SEM” mortes por COVID-19

Era dessa forma que deveria começar esse texto, Santa Rita “SEM” mortes de COVID 19, mas infelizmente somos obrigados a colocar da forma correta: SANTA RITA COM CEM MORTES DE COVID-19.

Assim como em todo o Brasil, Santa Rita teve tempo de analisar os casos ocorridos na Ásia, Europa e Oceania que tiveram a infelicidade dessa pandemia aparecer de uma hora pra outra e mesmo assim se saíram bem melhor que o Brasil e a nossa cidade de Santa Rita, que hoje tem mais mortos que alguns países da América do Sul.

Do presidente da república, nós não tínhamos muito o que esperar, mas do gestor de nossa cidade, por ser médico, mesmo mantendo divergências com a sua forma de governar a cidade, esperávamos que ele tivesse um maior controle dessa pandemia, até mais que os demais prefeitos das cidades que compõem a Região Metropolitana de João Pessoa.

O primeiro caso de COVID-19 em Santa Rita ocorreu no dia 07 de abril, e está próximo de completar 3 (três) meses. No dia 11 do mesmo mês de abril, como por milagre divino, a Prefeitura divulga que curou a primeira pessoa infectada, mesmo sem distribuir remédios de nenhum tipo, nem esses de entraram em moda entre 1 e 2 meses atrás como a Invermectina, a azitromicina e a Hidroxicloroquina.

No dia 14 de abril tivemos o desprazer de ter o nosso primeiro óbito, 4 (quatro) dias depois já tínhamos 3 óbitos, depois 4, depois 5, depois 7 e no final de abril já tínhamos 14 (quatorze) conterrâneos falecidos, e a prefeitura dizendo ter curado 25 (vinte e cinco) pessoas.

No final de maio já tínhamos perdido 61 amigos, parentes ou conhecidos pra essa doença maldita, e a gestão se preocupando apenas em participar de programas radiofônicos sem tomar uma atitude plausível, o máximo que chegou foi contaminar alguns colaboradores de prefeitura que sem materiais adequados, se infectaram e alguns até faleceram, com uma atitude ignóbil de “XERINGAR” álcool na mão de motoristas de veículos para tirarem fotos e postar nas redes sociais.

Hoje, dia 02 de julho, o Governo do Estado divulgou que temos 1.286 cidadãos acometidos do Coronavírus, antes de ontem, última vez que a prefeitura divulgou números, tínhamos 1.136 cidadãos curados, acredite quem quiser, com 2.510 casos descartados.

A gestão teve a oportunidade de reverter muitas mortes, com toda a luta do Congresso contra o troglodita do presidente, Santa Rita foi beneficiada com verbas para o tratamento e a contenção da proliferação do vírus na cidade, para ser mais preciso, recebemos do governo federal no mês de março a quantia de R$ 271.614,00, no mês de abril recebemos 2 (dois) depósitos que totalizaram R$ 1.074.713,15, já no mês de maio recebemos 3 (três) depósitos que somados chegam ao valor de R$ 361.806,93 e no ultimo mês de julho foi depositado a quantia de R$ 2.316.081,01, desta forma, a gestão teve um orçamento extra de R$ 4.239.809,63 para usar de forma sensata e eficaz para conter a proliferação do vírus.

Não foi isso que notamos no site de transparência da Prefeitura de Santa Rita, dessa verba foram empenhadas despesas de R$ 767.767,46. Destas apenas R$ 515.452,26 tiveram prestação de serviços ou fornecimento comprovados, mas apenas 423.103,22 foram pagos. Ou seja, foi empenhado 16% do valor enviado pelo governo federal. Dorme em berço esplêndido, sem ajudar nenhum santarritense contaminado, a quantia de 3.542.042,17.

Além da ajuda federal, nossa cidade teve uma ajuda significativa do governo do estado que disponibilizou a UPA estadual, para atender os casos de Covid aqui em nossa cidade e ainda ajudou com materiais médicos e humanos, o tão proclamado CER para não fazer absolutamente nada, em relação ao que faz a UPA e o Hospital Metropolitano.

Nem para testar o pobre do cidadão santarritense a gestão municipal teve competência, pois o governo do estado disponibilizou 7.945 testes para identificar o contágio na cidade e a prefeitura fez apenas 3.056 testes, ou seja, utilizou apenas 38% do montante disponibilizado pelo governo do estado.

Em suma, todos esses números que citamos acima resumem-se em apenas 3 (três) dígitos acompanhado de uma indesejada palavra: 100 mortes

Por Marcos Ferraz
Santarritense, contador, auditor contábil e analista político.
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