OPINIÃO: "O que importa ao PT não é derrotar o fascismo, mas se manter com a hegemonia que destruiu a esquerda"

Porque depois de um ano de espancamento pessoal de Ciro parte da militância petista adotou o discurso kumbalaya de que não somos inimigos e que o que importa é estarmos juntos no segundo turno?

PORQUE ELES ESTÃO COMPLETAMENTE ISOLADOS.

Como não somos inimigos se há menos de dois meses atrás o PT destroçou o PSB que tentava voltar ao campo progressista em troca de sua neutralidade, para tirar tempo de TV de Ciro e dar ao neoliberalismo e ao golpismo?

Então o que importa ao PT não é derrotar o fascismo, mas se manter com a hegemonia que destruiu a esquerda e propiciou o avanço do conservadorismo no país.

Se o que importasse fosse a derrota do fascismo e do neoliberalismo apoiariam o candidato que tem 13% sem o apoio de Lula e ganha de todos no segundo turno, e não um poste derrotado eleição passada no primeiro turno de uma prefeitura que perde de todos no segundo turno e que tira toda sua força política da dedada de Lula.

Não há nem uma decisão sequer que tomem pensando no bem do Brasil, só na sua sede de poder e necessidade de escapar da prisão.

Irresponsáveis. Gananciosos. Desleais.

Ciro não é só adversário do PT, é tratado como seu inimigo, assim como o PDT o é há 30 anos.

Nós não precisamos mendigar o apoio deles porque se Bolsonaro vencer eles serão presos e mortos, literalmente. E nós temos para onde ampliar facilmente o apoio a nossa candidatura, eles não tem ninguém. Ninguém.

A questão é que o PT só tem uma chance de disputar com Bolsonaro o segundo turno: com nossos votos, porque ninguém mais no país os apoiaria.

Nós não precisamos mendigar o apoio deles porque se Bolsonaro vencer eles serão presos e mortos, literalmente. E nós temos para onde ampliar facilmente o apoio a nossa candidatura, eles não tem ninguém. Ninguém. E não nos teriam para governar, o que mostra sua completa inviabilidade.

Então agora vem tentar nos imobilizar com esse discurso nojento e traiçoeiro de que não podemos mostrar que nosso candidato é melhor para o Brasil do que o deles. Que nosso projeto é melhor para o país do que a reedição da ruína do deles.

Mas isso é precisamente do que se trata uma campanha.

Eles querem nos impedir de fazer campanha.

Não caiam nessa.

Mostrar tudo isso é só nossa mais premente obrigação moral.

Gustavo Castañon - Brasil 247
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