Empresários acusados de golpe de R$ 3,3 milhões são alvos de operação



A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quinta-feira (18), três mandados de busca e apreensão contra os empresários Ioannis de Luna e Georges Souza suspeitos de aplicar golpes em noruegueses firmando uma sociedade para construção de empreendimentos comerciais desde o ano de 2011.  Ao todo, foram cinco procurações públicas adulteradas e um desvio de valores de, pelo menos, R$ 3.394.000, além de outras fraudes.

A“Operação Societas” foi deflagrada pela Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF) nos bairros da Torre, José Américo e Geisel, na Capital. As investigações apontaram que as vítimas assinaram procurações públicas, para que o empreendimento fosse administrado pelos investigados, passando a acompanhar a sociedade à distância, através de mensagens de e-mail, whatsapp e ligações telefônicas.

Ioannis convenceu as vítimas a assinarem diversos documentos, autorizando depósitos nas contas pessoais dos suspeitos, justificando despesas inexistentes afirmando que isto seria necessário, para que os noruegueses não sofressem punições internacionais. A DDF começou a investigar o caso em outubro de 2017, após denúncia das vítimas.

A sociedade construiu empreendimentos nos bairros de Intermares e Altiplano, entre os anos de 2011 e 2015. Os noruegueses vieram passar férias no Brasil, em 2016, quando tiveram contato mais próximo com a dupla.

As vítimas passaram a suspeitar da prestação de contas e receberam documentos falsos e planilhas adulteradas. Além disso, desconfiaram quando suspeitos apresentaram justificativas infundadas para que o encontro entre eles não acontecesse.

A esposa de uma das vítimas, brasileira e doutoranda na UFPB chegou a pedir que o suspeito Ioannis protocolasse sua tese de defesa na faculdade, enviando uma procuração pública para esta finalidade. Nesta ocasião, ele adulterou e utilizou a documentação para desviar o restante dos valores relacionados aos empreendimentos, por temer a descoberta das fraudes.

Os noruegueses procuraram um advogado no Brasil, no início de 2017, para coletar documentos e apresentar à Polícia. Foi contratada uma auditoria fiscal e contábil, que confirmou a prestação de contas irregular. Todos os bens dos investigados foram bloqueados, para que o prejuízo seja ressarcido.

O delegado Lucas Sá informou ao Portal MaisPB que será expedido um mandado de prisão nesta quinta-feira, já que os suspeitos ainda não foram localizados


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