Banco de Leite Humano faz campanha para repor estoque em janeiro

O Banco de Leite Humano Doutor Virgílio Brasileiro costuma registrar redução na coleta de leite nos meses de janeiro. A queda no estoque começa ainda em dezembro, quando o BLH abastece os postos e maternidades para os períodos de feriado e festividades, e quanto também cai o número de doadoras por causa das festas. Em função disso, a Secretaria de Saúde de Campina Grande está realizando uma campanha para repor o estoque.

O BLH, que fica no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), está funcionando normalmente neste mês de janeiro, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. O banco também realiza a coleta domiciliar, nos casos em que as mulheres não podem se deslocar para fazer a doação no Isea.

Desde 2012, o mês de janeiro tem sido na média o período de menor arrecadação. Apesar da baixa no início do ano, nos demais meses a coleta tem sido satisfatória. De 2012 para 2017 a arrecadação subiu de mais de 800 litros por ano para mais de 1.500. Já são anualmente mais de 1 mil doadoras e mais de 1 mil bebês receptores. “Apesar do saldo positivo ao fim de cada ano comparando o leite coletado e o leite distribuído, no mês de janeiro temos um déficit e por isso é tão importante que as mulheres doem para que as crianças que nascerem nesse período e necessitarem do complemento não fiquem sem leite”, explicou a Coordenadora do BLH, Alane Tavares.

O banco também está realizando uma campanha de doação de potes. As pessoas podem doar potes de vidro resistentes de 150 a 500 ml. Dependendo da quantidade, o BLH faz a coleta dos vidros na residência das pessoas. “Nesta campanha estamos pegando de pote em pote de porta em porta para garantir que tenhamos como armazenar o leite doado para não desperdiçar uma só gota”, disse Alane.

O BLH do Isea foi premiado quatro vezes com o padrão ouro do Programa Íbero-Americana de credenciamento de Bancos de Leite Humano, do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O leite coletado na unidade abastece as UTIs neonatais do próprio Isea, da Fundação Assistencial da Paraíba - FAP, Clipsi, Clínica Santa Clara e Hospital Universitário Alcydes Carneiro. O local realiza atendimento em grupo e individual, visita domiciliar, além da análise da qualidade do leite. Nos finais de semana, funciona apenas para distribuição e acompanhamento de gestantes e puérperas, mães que deram à luz há até 45 dias.

“Esse leite doado, além de suplementar a produção de mães que geram pouco leite para seus filhos, também serve para fortalecer os prematuros, que necessitam bastante do leite humano. Vale ressaltar ainda que o aleitamento materno é essencial para os seis primeiros meses de vida e deve ser ofertado até os dois anos, pelo menos, porque ajuda no desenvolvimento e previne algumas doenças”, finalizou Alane.

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