Saúde realiza qualificação para serviços especializados no acompanhamento de pacientes com HIV/Aids

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizou nesta segunda-feira (4), das 8h às 16h, no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), o 1º Encontro de Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e Serviço de Assistência Especializada (SAE) em HIV/Aids da Paraíba: Fortalecendo a Rede de Cuidados para pessoas com HIV/Aids e Tuberculose. O evento integra a programação do Dezembro Vermelho, que na Paraíba tem como tema central “O que os olhos não veem a saúde sente. HIV não tem cara, não tem cura, tem tratamento e prevenção”.

Entre os temas que foram apresentados e debatidos durante o encontro estão: o cenário nacional e estadual do HIV/Aids – novos e velhos caminhos; avanços e desafios para o cuidado; prevenção combinada; situação epidemiológica da Aids; transmissão vertical do HIV – ainda uma triste realidade; SAE/familiar; redução de danos – uma realidade possível?; situação epidemiológica da Tuberculose na Paraíba / estratégias de enfrentamento.
A gerente operacional das IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, que ministrou uma das palestras, ressaltou que existem grupos com maior risco de contrair o HIV do que a população em geral.
“Os usuários de droga, por exemplo, têm 20 vezes mais chances de contrair o HIV – além dos efeitos alucinógenos que podem levar ao sexo sem camisinha, o compartilhamento de seringas ou outros objetos que podem levar à transmissão do vírus. Já os profissionais do sexo têm 13 vezes mais chances de contrair o HIV. Também 13 vezes mais de chance de ser infectado com o vírus estão os homens que fazem sexo com homens”, afirmou Ivoneide.

Ela comentou, ainda, que a “cara” da Aids mudou com o passar do tempo. “Tinha-se uma visão estereotipada do usuário com Aids. Hoje isso não existe mais. São homens e mulheres aparentemente saudáveis, com corpos atléticos, por exemplo. Por isso, que dizemos que o HIV não tem cara. É preciso prevenir sempre”, comentou.

É necessário que o diagnóstico seja precoce. Um tripé fundamental entra em cena: diagnóstico, tratamento e supressão da transmissão.
“Não queremos pessoas doentes chegando ao serviço de saúde, quando já estão perto de morrer. Queremos conscientizar a população de que quanto antes buscar atendimento, melhor será o tratamento e mais chances de ser acompanhado de maneira adequada, trazendo qualidade de vida”, alertou Ivoneide.

Durante o encontro foram apontadas algumas apostas em ações para diminuir barreiras de acesso: foco nas populações-chave (profissionais do sexo, travestir, gays); qualificação e oferta do teste rápido na Atenção Básica; ampliação do diálogo nas escolas; parceria com zonas de prostituição e bares; parceria com casas de shows, motéis, postos de combustíveis, associações de futebol e outros. “É importante ir ao encontro da população em todos os lugares, em especial naqueles onde se encontram os grupos vulneráveis. É muito mais fácil fazer sexo com camisinha quando se tem uma por perto”, ressaltou Ivoneide Lucena.

Serviços – Os atendimentos são sigilosos e oferecem ao usuário a possibilidade de ser acompanhado por uma equipe capacitada.

“Nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) os usuários têm acesso a orientações, atendimentos para diagnóstico e encaminhamentos para tratamentos das DSTs. Alguns serviços de CTA disponibilizam, ainda, testes para HIV, sífilis e hepatites B e C, gratuitamente. Já o Serviço de Assistência Especializada (SAE) vincula o usuário a uma equipe multiprofissional através da descrição de experiência profissional. É uma estratégia de assistência voltada para o bem estar, a humanização e a qualidade de vida do usuário”, explicou a gerente operacional das IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena.

A história de vida de uma pessoa pode indicar uma situação de vulnerabilidade. “A escuta e o aconselhamento são muito importantes no processo de atendimento ao paciente com HIV. Uma acolhida bem feita pode levar o usuário a expor seus sentimentos, relatando momentos de sua vida que o levaram a estar vulnerável”, orientou Ivoneide.

 Dados – Em 2017, até o momento, foram registrados 276 novos casos de Aids. Em 2016, foram registrados 378 casos de Aids e em 2015 foram 460 casos.

“A Aids é uma doença que ainda não tem cura. A prevenção é o melhor remédio e, infelizmente, a população em geral esquece de se prevenir. A cada ano que passa, aumenta o número de jovens com HIV/Aids e, diferente do que muitos pensam, a doença ainda mata na Paraíba. Até então, somente este ano, tivemos uma média de 120 óbitos no Estado”, informou a gerente operacional das IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena.

Dezembro Vermelho – Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde.

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a Aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo da doença.

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