Saúde promove III Fórum Perinatal com o tema assistência humanizada ao parto

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Coordenação Estadual de Saúde da Mulher, está promovendo, nesta terça-feira (5), o III Fórum Perinatal Estadual da Rede Cegonha - avanços e desafios na prática da assistência humanizada ao parto, no auditório do Cefor-PB, na capital. O evento reúne profissionais das maternidades públicas do estado; gerentes regionais de saúde e gestoras de políticas públicas para as mulheres.

Além de discutir os avanços e desafios na prática da assistência humanizada ao parto, o fórum tem também como objetivo pactuar propostas para organizar a rede de cuidados integral e humanizada de atenção às mulheres e aos recém-nascidos, favorecendo o acesso a práticas de saúde que defendam e protejam a vida.

“Este espaço é bastante importante com discussões estratégicas e reafirma o nosso compromisso com a qualificação, pois cada pessoa envolvida deve desempenhar a sua parte. O Governo do Estado vem fazendo o possível para que possamos ter os melhores indicadores na assistência materno-infantil”, declarou a secretária de Estado da Saúde, Claudia Veras.

Durante a manhã, o evento teve três palestras. À tarde, foram realizadas as discussões em grupos. A primeira palestra teve como tema “Boas práticas na atenção ao parto e nascimento” e foi ministrada pela ginecologista obstetra Cláudia Bianka Manhães, do Isea, em Campina Grande, e professora da Unifacisa. Entre as boas práticas elencadas “Respeito à escolha da mulher quanto ao local do parto”; “garantia da privacidade da mulher na hora do parto”; “fornecer alimentação para que a gestante não fique em jejum em nenhum momento do parto” e “cuidados adequados ao cortar o cordão umbilical”.

“A todo instante, acontece violência obstétrica e, na maioria das vezes, a gestante e família não tem conhecimento do que se trata porque nem sequer sabe o que é violência obstétrica. Diante disso, este evento é muito importante, pois toda informação que é repassada, de forma adequada, é útil para a melhoria da assistência obstétrica na Paraíba”, falou a médica.

A gerente Operacional da Resposta Rápida, da SES, Diana Pinto, apresentou o panorama da mortalidade materna na Paraíba. Entre 2011 e 2017, morreram 250 mulheres, de 111 municípios.

De acordo com os dados apresentados por Diana, a maior causa das mortes é hipertensão arterial e 90% das mortes foram registrados nos hospitais; 44% das mulheres tinham entre 30 e 39 anos; 88% eram negras e 40% dona de casa. A apresentação foi concluída com a informação de que 92% das mortes maternas são evitáveis.

A cardiologista pediatra Sandra Mattos, presidente da ONG Círculo do Coração, apresentou o trabalho que vem sendo desenvolvido na Paraíba, a partir da parceria com o Governo do Estado, desde 2011, com o objetivo, inicialmente, de dar assistência, com qualidade, às crianças com cardiopatia e, a seguir, foi sendo ampliada para crianças com microcefalia e gestantes. De 2011 até 2017, foram realizados 204 mil atendimentos.

Da parceria, surgiu o projeto Caravana do Coração que, anualmente, percorre 13 municípios paraibanos atendendo crianças com problemas cardíacos, microcefalia e gestantes e oferecendo capacitação aos profissionais de saúde. Até agora, foram 6.741 pacientes atendidos; 330 profissionais envolvidos e 2.418 capacitações de profissionais de saúde de todo estado.

“O sucesso deste trabalho deve-se a cada um fazer a sua parte, com muita dedicação e, principalmente, amor”, disse Mattos.
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