Movimentos de luta por moradia lotam ALPB em debate sobre cortes do "Minha Casa, Minha Vida"

A Assembleia Legislativa da Paraíba realizou na manhã desta quinta-feira (9) uma sessão especial conjunta que abordou a questão das perdas orçamentárias no programa "Minha Casa, Minha Vida", que sofreu cortes significativos para o ano de 2018. A sessão conjunta foi presidida pela deputada estadual Estela Bezerra (PSB) e contou com a presença dos deputados Jeová Campos e Raniery Paulino. 

Movimentos sociais de luta por moradia lotaram o plenário e as galerias da Casa Epitácio Pessoa para participar da sessão e expor o problema do déficit habitacional na Paraíba e lamentar as perdas sociais que a população enfrenta desde o golpe.

De acordo com a deputada Estela Bezerra, a sessão se justifica pela supressão quase total do programa "Minha Casa, Minha Vida", que é muito mais que um programa habitacional. "A previsão orçamentária do governo federal para o ano de 2018 praticamente zerou os investimentos no programa, que não é apenas um programa habitacional, é um programa de aquecimento da economia na cadeia produtiva da construção civil", disse a parlamentar.

Emilia Correia Lima, presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular - CEHAP, afirmou que os cortes do governo federal afetam diretamente os programas desenvolvidos no estado. "Temos mais de 20 mil projetos de habitação e nenhum deles foi contemplado pelo governo federal, que destinou a construção de apenas 760 casas para todo o estado da Paraíba", disse a presidente, que lamentou a situação da moradia no país.

" Essa luta por moradia é histórica, com um grande movimento nacional no sentido de incluir na Constituição Federal o direito à moradia digna. Isso interfere diretamente na economia e no combate à violência, quando oferece condições de uma vida com dignidade", afirmou Emília.

Participaram da atividade os vereadores Tibério Limeira (PSB) e Marcos Henriques (PT); Lucia Andre, presidente do Movimento por Moradia Mãos Dadas, representando o Fórum de Reforma Urbana; Roberto Guilherme, presidente do Movimento nacional de Luta por Moradia -PB; Paulo Marcelo de Lima, presidente da CUT; Juan Ebano, representante do CREA; Márcia Medeiros, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Ambulantes; Ubiratan Santos, representando o CONAN; e Vilma Mendonça, representando a Universidade Federal da Paraíba. 
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