Manifestantes ocupam sede do MPPB em ato de combate à violência contra a mulher

Um grupo de mulheres ocupou a sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), em João Pessoa, no início da manhã desta quarta-feira (29). De acordo com as manifestantes, o ato faz parte da semana de ativismo relativa ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, comemorado no sábado (25) e também ao Dia Internacional dos Defensores dos Direitos da Mulher, nesta quarta-feira.
De acordo com a assessoria de imprensa do MPPB, uma reunião entre as manifestantes e o procurador-geral de Justiça da Paraíba, Francisco Seráphico, acontecia no auditório da procuradoria por volta das 8h50.
O ocupação começou por volta das 7h30 (horário local) e até as 8h20 reunia cerca de 60 mulheres, segundo as manifestantes. A Polícia Militar não contabilizou a quantidade de pessoas no local. O grupo utiliza tambores e faixas para apresentar as reinvindicações.

Segundo Marcela Arbia, representante de um dos coletivos feministas presentes na manifestação, a pauta é internacional e, em particular na Paraíba, as manifestantes cobram uma audiência pública entre os poderes executivo e legislativo para debater políticas públicas de combate a violência contra a mulher.
“Queremos que haja, de fato, a aplicação da Lei do Feminicídio, uma vez que em vários casos os crimes que são contra a mulher por questão de gênero são tipificados apenas como homicídio, sem a qualificação. Além disso também tem a questão dos índices de violência contra a mulher aqui no estado, sobretudo em João Pessoa, que apresentam dados alarmantes”, explica Marcela.

Entre os dados apontados pelas manifestantes, estão os do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que mostraram que a Paraíba teve mais de um estupro registrado por dia no ano de 2016, saindo de 289 casos em 2015 para 376 no ano passado, um aumento de 29,2%.
Um levantamento feito pela ONU Mulheres divulgado no último dia 23 apontou que 8,80% das mulheres pesquisadas em João Pessoa responderam ter sido vítima de violência sexual em algum momento da vida. A pesquisa é da Universidade Federal do Ceará (UFC) e apontou João Pessoa como a capital do Nordeste com o maior percentual de vítimas de violência sexual doméstica.






G1
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