Embarque pela porta dianteira dos ônibus coloca em risco as pessoas com deficiência, alerta vereadora

A partir do próximo sábado (2), as pessoas com deficiência usuárias do transporte público de João Pessoa só terão acesso ao coletivo pela porta dianteira, informando a digital. A exceção é garantida aos cadeirantes, que continuam tendo acesso pela porta do meio dos ônibus. O cadastro biométrico desses usuários teve início no final do mês passado e, de acordo com a vereadora Helena Holanda (PP), já vem causando transtornos e constrangimento.

“Há 20 dias as empresas de ônibus passaram a exigir que os deficientes usem a digital para passar na roleta. Mas vocês já pensaram na dificuldade para um cego identificar o local que precisa informar a digital ou de uma pessoa que só tem um membro para se equilibrar no ônibus?”, questionou a parlamentar durante pronunciamento na Câmara Municipal de João Pessoa, nesta terça-feira (28).

Helena Holanda apelou para a sensibilidade dos empresários responsáveis pelo transporte público para que retomem o acesso de todos os deficientes pela porta central. “Os empresários têm obrigação de respeitar as diferenças e adversidades. Não podemos esperar que alguém sofra um acidente para tomar providências, precisamos entender que a roleta é um obstáculo para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida, como os idosos”, alertou.

Ela ainda afirmou que as mudanças na forma de acesso aos ônibus vêm provocando filas demoradas e apontou outros problemas na prestação dos serviços. “Alguns motoristas não param para deficientes para evitar a demora. Além disso, poucos elevadores para cadeirantes estão funcionando, eles precisam contar com a solidariedade de outros usuários para terem acesso aos ônibus”, lamentou.

A parlamentar informou que no dia 6 de dezembro, às 14h, haverá uma reunião na Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad) envolvendo as entidades ligadas à defesa dos direitos dos deficientes, Ministério Público e representantes das empresas de ônibus para debater o tema e tentar chegar a uma solução.

“Tenho sido procurada por várias pessoas pedindo ajuda para resolver essa questão. Deixo o meu pedido de solidariedade e respeito aos nossos irmãos deficientes. Esperamos que o Ministério Público e a Justiça estejam do nosso lado”, apelou a vereadora.
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