Violência Obstétrica em debate na Assembleia Legislativa da Paraíba

A deputada estadual Estela Bezerra (PSB) realiza próxima quarta-feira (1) uma audiência pública para debater a questão da Violência Obstétrica e as práticas de humanização do parto na Paraíba. O encontro acontece a partir das 11h, no Plenário José Mariz da Assembleia Legislativa da Paraíba.

 Durante a audiência também será discutido Projeto de Lei 1226/2017, que que regulamenta medidas de informação e proteção das mulheres contra a Violência Obstétrica no estado da Paraíba.

Uma em cada quatro mulheres que passaram pela experiência do parto hospitalar declaram que foram vítimas de violência obstétrica. De acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, esses números podem ser bem maiores, já que nem todas as vítimas conseguem identificar o abuso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o termo Violência Obstétrica como o conjunto de atos desrespeitosos, abusos, maus-tratos e negligência contra a mulher e o bebê, antes, durante e depois do parto, ou no atendimento de situações de abortamento.

Como principais exemplos de Violência Obstétrica, se destacam impedir a entrada de um acompanhante durante o pré, o parto, e o pós parto; se negar a fazer uso de procedimentos de alívio da dor; uso de procedimentos sem o consentimento da parturiente, praticar episiotomia (corte no períneo); proferir agressões verbais e/ou tratamento desrespeitoso com a parturiente.

Outra forma de violência se caracteriza pelo grande número de cirurgias cesarianas realizadas no país.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são recomendados que no máximo 15% dos partos sejam cesarianas. No Brasil, líder do ranking na América Latina, este número chega a aproximadamente 56% em sua totalidade. Mas, se contarmos apenas as redes privadas, as cesáreas ultrapassam os 88%. A “cultura da cesárea” desvaloriza um processo fisiológico e natural ao substituí-lo por um ato cirúrgico expondo a mãe e o bebê a riscos desnecessários.

A audiência pública sobre Violência Obstétrica, promovida pela Comissão da Mulher da ALPB, é aberta ao público e irá contar com profissionais que atuam na humanização do parto, gestores da área de saúde, mulheres que passaram pela experiência da violência obstétrica e representantes das entidades médicas das áreas da área obstétrica.

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