Vereador convida população a participar de audiência pública sobre as mudanças na legislação trabalhista

O vereador Marcos Henriques (PT) usou a tribuna, na sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) desta quinta-feira (26), para criticar as ações do governo federal, especialmente no tocante às questões trabalhistas. O parlamentar convidou toda a população a participar da audiência pública que será realizada na próxima segunda-feira (30), às 11h, no plenário da Casa, para discutir as mudanças na legislação de combate ao trabalho escravo e suas consequências.

“Vamos trazer para este debate os trabalhadores rurais, fiscais do trabalho e outras categorias para que este debate seja feito por toda a sociedade. É importante que todos venham à Câmara participar dessa audiência, as pessoas precisam saber o que esse governo está fazendo com o nosso país”, convidou.

Marcos Henriques criticou o governo do presidente Michel Temer (PMDB) por, segundo ele, retirar verbas da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, impor uma portaria que tira o poder do Ministério do Trabalho de fiscalizar o trabalho escravo. “Não podemos permitir uma flexibilização que possibilita a volta do trabalho escravo em nosso país”, condenou.

Em seu pronunciamento, o parlamentar enumerou algumas ações do governo Temer que estão “atacando os trabalhadores”. “Este governo está, de uma maneira muito clara, tirando dinheiro da classe trabalhadora. Primeiro aprovou a Lei da Terceirização, logo em seguida a reforma trabalhista. Esse mesmo governo congelou os salários dos servidores federais, congelou todos os investimentos em saúde e educação, desativou as farmácias populares, cortou milhares de benefícios do 'Bolsa Família, paralisou as obras do programa 'Minha casa, minha vida' e fechou o Ministério de Desenvolvimento Social”, criticou Marcos Henriques.

“É terrível a forma como este governo (Temer) está delapidando o nosso patrimônio. A Amazônia foi loteada, as nossas estatais estão sendo desmontadas, privatizadas. Estamos perdendo a nossa soberania. Esse governo não acredita no estado enquanto protagonista das políticas, acredita na iniciativa privada. A gente tinha um governo que privilegiava o social, as políticas sociais, e hoje temos um governo que privilegia as elites. A ordem foi invertida e é importante que a sociedade perceba isso”, concluiu.

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