Sindicalistas invadem a CMCG, depredam patrimônio, ameaçam e agridem servidores e jornalistas

Sob o comando do Stiupb e do Sintab, sindicalistas invadiram a Câmara de Campina Grande e tumultuaram a sessão dessa quarta-feira (25). Como pretexto de obter informações sobre um projeto do Poder Executivo que não se encontrava na Casa, eles depredaram o patrimônio, desligaram a energia do prédio, agrediram verbalmente e ameaçaram servidores e jornalistas que estavam no exercício da função. A CMCG vai acionar as entidades na justiça. Mesmo com o tumulto, os vereadores votaram e aprovaram mais de 250 requerimentos em beneficio da população.

De acordo com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas da Paraíba (Stiupb) e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), o protesto foi organizado para obter informações sobre o Projeto de Lei 561/2017, de autoria do Poder Executivo, que trata sobre programas de Parcerias Público-Privada para serem aplicadas no município. Mas esse projeto havia sido devolvido para a Prefeitura no dia 16 de outubro.

A presidente Ivonete Ludgério (PSD) informou aos manifestante que o PL não se encontrava na Casa e por isso não seria votado. Mesmo assim continuaram com o protesto. Depois a mesma informação foi passada através de ofício diretamente aos dirigentes dos sindicatos, mas o protesto prosseguiu. “Tentamos prestar todas as informações desde o momento em que eles ocuparam o auditório, mas ficou claro que a intenção era apenas tumultuar a sessão”, declarou Ivonete.


Ameaças e depredações

Funcionários da Divisão de Imprensa da CMCG, além de jornalistas da cidade que cobriam a sessão, foram ameaçados por vários manifestantes. Eles também sofreram agressões verbais de toda natureza. Tudo foi registrado em vídeos e o material vai ser anexado ao processo judicial que será aberto contra as duas entidades e seus respectivos representantes. O presidente do Stiupb, Wilton Maia Velez, não quis comentar sobre o assunto, afirmando que não respondia pelos atos dos agressores.

Com murros e pontapés, os manifestantes forçaram a parede de vidro que divide o auditório do Plenário da Casa de Félix Araújo em vários momentos. Como resultado, danificaram três aparelhos de TV do auditório, além de dois roteadores, forçando assim a interrupção da transmissão da sessão que ocorria ao vivo pela internet. Eles ainda desligaram parte da energia do prédio para interromper a sessão. Ao termino do protesto, foram verificadas depredações em três poltronas do auditório e na parede do Plenário.

“Lamentável o que observamos aqui. Numa sessão em que debatemos e aprovamos mais de 250 requerimentos em benefício da população, dois sindicatos tentaram interromper o trabalho dos vereadores sem uma justificativa plausível, pois não estávamos votando nada que tivesse relação com eles”, declarou a presidente Ivonete Ludgério.

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