Paraíba recebe novos equipamentos de teste rápido molecular para tuberculose

A Paraíba será contemplado com duas novas máquinas de teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). Os equipamentos, enviados pelo Ministério da Saúde, fazem parte da fase de expansão do diagnóstico da tuberculose no estado.

O teste rápido molecular para tuberculose é automatizado, simples, rápido e de fácil execução nos laboratórios. Ele detecta simultaneamente, em apenas duas horas, o Mycobacterium tuberculosis (bactéria causadora da tuberculose) e a resistência ao medicamento rifampicina (RIF), a principal droga utilizada no tratamento da tuberculose, o que permite maior agilidade no diagnóstico e no início do tratamento.

Até o momento, a Paraíba dispunha de três máquinas: no Hospital Complexo Hospitalar Clementino Fraga; no laboratório da Unidade Básica de Saúde (UBS), em Mandacaru, ambos na capital, e no laboratório do Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase, de Campina Grande. As duas novas máquinas seguem para a Policlínica de Sousa e para o Laboratório Municipal de Patos.

“Com a chegada dos novos equipamentos, todas as quatro macrorregionais de saúde do Estado farão o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). Sendo assim, as amostras para diagnóstico de resistência não precisarão ser enviadas para a capital, diminuindo a perda de tempo no tratamento do usuário”, explicou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Ses, Lívia Borralho.

A máquina traz a oportunidade de um diagnóstico rápido e de qualidade, que leva ao tratamento também mais rápido e eficaz. “Com o teste rápido, o profissional sabe exatamente o tipo de tratamento que o paciente não vai responder”, disse Lívia Borralho, que completou orientando que o equipamento tem três indicações de uso: investigação de tuberculose em possíveis casos novos, em populações vulneráveis (profissionais de saúde, pessoas vivendo com HIV/Aids, pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua, indígenas, contatos de TB drogarresistente – TBDR) e casos de retratamento, ou seja, os indivíduos que abandonaram o tratamento e querem recomeçar.

“Mesmo com a utilização do equipamento novo, vão continuar acontecendo outros exames, como as baciloscopias, a cultura de escarro e teste de sensibilidade, o que garante uma maior segurança nos resultados, no diagnóstico precoce e na assistência ao paciente durante todo o tratamento”, disse.

Na prática 

Primeiro é feita a preparação da amostra de escarro. “A coleta deve ser feita com qualidade, – de 5 a 10 ml – sem saliva, sangue, resíduos de alimentos ou qualquer coisa que dificulte a análise. Se a amostra for inconsistente, a realização dos exames e seu desempenho podem ficar prejudicados e, consequentemente, vão precisar ser refeitos. Cada cartucho custa 18 dólares, não podemos desperdiçar”, orientou Lívia Borralho.
Em seguida, é feita a introdução da amostra preparada no cartucho e depois a inserção do cartucho no equipamento.





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