Nesta sexta-feira: Duas Estradas recebe terceira etapa da rota cultural Raízes do Brejo

A simpática e aconchegante cidade de Duas Estradas, na região do Brejo da Paraíba, vai ser a terceira parada do projeto Raízes do Brejo- Rota Cultural, neste fim de semana. A cidade, que tem pouco mais de 3,6 mil habitantes (IBGE/2010) e ocupa uma área de 26 km², se preparou para receber os turistas com uma série de atividades culturais, como oficinas de teatro, fotografia, cinema e artes visuais, além de apresentações de artistas, Orquestra Sinfônica e um show especial da banda Os Nonatos. 

A programação começa nesta sexta-feira (20), com uma Oficina de Teatro com o ator e diretor Edilson Alves (UFPB), no Centro Cultural Antônio Costa (conhecida como a Casa Azul), às 14h. Mas a abertura acontece às 19h, com a execução dos hinos do Brasil e do município e a apresentação do musical “Na Vila Costa uma história surgia: o encontro de Duas Estradas”, interpretado pelos usuários doServiço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos(SCFV). Também haverá a apresentação da Orquestra do Prima (Programa de Inclusão Através da Música e das Artes), com a regência do maestro José Carlos Costa, no Palco Central, e, encerrando a solenidade, sobe ao palco o cantor Matheus Aguiar, às 21h. 

Durante o sábado (21), as atividades culturais não param. Logo cedo, às 7h, haverá a apresentação do “Cantando na Feira”, com Antônio Costa, na Feira Livre. Das 8h às 17h, haverá Oficinas de Fotografia e Cinema com o professor Matheus Andrade (UFPB); Oficinas de Artes Visuais com o artista plástico Elias dos Santos; Oficinas de Teatro com o ator e diretor Edilson Alves (UFPB), todas no Centro Cultural Antônio Costa (Casa Azul). Às 16h estão previstos o ‘Aulão’ de Dança com o professor Raphael Melo, no Palco Central; e às 19h, o lançamento do curta-metragem “Da Luz” de Dayanne Borges, no Centro Cultural Antônio Costa (Casa Azul). 

A população e os turistas também terão a opção de conhecer a Feira Gastronômica e de Artesanato, que acontece a partir das 19h. Meia hora depois, ocorre o lançamento do livro “Rec - Uma iniciação à filmagem”, do professor Matheus Andrade (UFPB), na Estação Ferroviária. Pouco depois a opção será uma visita na Exposição fotográfica “Duas Estradas: Cenários do Cotidiano”, (resultado da oficina de fotografia com os usuários do SCFV), também na Estação.  

A partir das 20h está previsto o início das apresentações culturais, e começa com a Lapinha com o grupo “Flor da Idade” do SCFV, no Palco Central. Às 20h30 quem entra em cena é o grupo de dança Garajaus da Serra (Serraria). Já às 21h, Manu Lima & Sensualidade Nagô fazem um show especial e, às 23h sobe ao palco a atração principal da festa, a banda Os Nonatos; tudo no Palco Central.

No domingo (22), a programação começa logo às 7h, com um café da manhã, na Estação Ferroviária. Em seguida,será dado início ao Ecopedal em direção ao engenho Bom Jesus - Cachaça Alegre, com direito à visita ao engenho, degustação de cachaça. Haverá um show com Os Barbosas, na saída da Estação Ferroviária. A partir das 10h, será promovida uma Oficina de Teatro com o ator e diretor Edilson Alves (UFPB), no Centro Cultural Antônio Costa (Casa Azul), além de uma Exposição do Clube do Carro Antigo da Paraíba, às 9h, na Rua Costa Filho.

Já a partir das 14h será promovido um passeio no Trem da Alegria ao Engenho Imaculada Conceição - Cachaça Serra da Limpa e um show, novamente de Os Barbosas, também na saída da Estação Ferroviária. Às 16h todos os olhares estarão voltados ao horizonte, com o Pôr do sol no Cruzeiro. Haverá um show de Tony Souza (voz e violão), no Cruzeiro de São Francisco. Às 20h, a Orquestra Rural Vó Maria, de Areia, se apresenta na Igreja Sagrado Coração de Jesus. 

Onde Visitar
Estação Ferroviária - Construída pela Great Western ofBrazil, a Estação Ferroviária e o Armazém da Companhia (como ficou popularmente conhecido o local que servia de depósito da Estação) foram inaugurados no dia 01 de janeiro de 1904, tendo o primeiro trem passado às 14 horas do mesmo dia. Recentemente reformada, ambos são tombados pelo Iphaep (Instituto do Patrimônio Histórico e Geográfico da Paraíba) 
Cruzeiro de São Francisco - O Cruzeiro São Francisco está localizado no ponto mais alto do Município, a 470 metros de altitude. Ele foi construído em fevereiro de 1932 por Francisco José da Costa, mais conhecido como “Coronel Costinha”. A inauguração do Cruzeiro foi realizada com muita festa que se tornou tradicional no vilarejo, naquela época. Poucos anos depois veio a falecer Francisco Costa Filho “Chiquinho”, filho do Coronel, e como não havia cemitério na Vila Costa, ele foi sepultado no Cruzeiro, e a partir deste acontecimento não houve mais festa no local. 
Casa Branca (Casarão) - Construído em 1920, este casarão, foi residência do fundador de Duas Estradas, o industrial Antônio José Da Costa, considerada a mais antiga residência da cidade. 
Mausoléu da família Costa - Na região de Vila Costa não havia cemitério e, em 1922, Firmino José da Costa, que era um cidadão paralítico muito doente, descendente do antigo proprietário, comprou no Recife e trouxe técnicos para montar na sua fazenda, o mausoléu que deveria receber o seu corpo quando falecesse. Firmino, que se mudara com a família para residir em Nova Cruz (RN), faleceu naquela cidade e ali foi sepultado. Contam os moradores mais antigos que neste local eram enterrados os corpos de crianças pagãs. Atualmente, passa por reforma. 
Engenho Cachaça Alegre - Engenho Bom Jesus, Sítio Pau Amarelo.  
Engenho Cachaça Serra Limpa - Considerada a 5ª melhor cachaça brasileira em pesquisa realizada pelas revistas Veja e Playboy, a única cachaça paraibana a garantir o selo de qualidade do Instituto Biodinâmico (IBD), campeã do Prêmio Top OfMind (mais lembrada pelos paraibanos) por 12 anos seguidos (2001-2013). 
Casa Azul - Pertencia a Alberto de Carvalho Costa, político bastante influente na região e um dos filhos do fundador da Vila Costa. Recentemente reformado e transformado em Centro Cultural. 
Igreja Sagrado Coração de Jesus - No ano de 1919, o Senhor Costinha, com recursos próprios, iniciou a construção da Igreja, onde na época gastou 6 (seis) contos de reis. O nome do padroeiro foi escolhido pela Senhora Júlia Costa, esposa do Senhor “Costinha”, que eram muito devotos do Sagrado Coração de Jesus. A primeira missa foi celebrada pelo padre Aprígio Espínola, que para admiração e alegria de muitos, celebrou a missa em Latim.​
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