Suspeito de estuprar e engravidar enteada de 10 anos chega a João Pessoa.

O homem suspeito de estuprar e engravidar a enteada de 10 anos chegou em João Pessoa na tarde desta sexta-feira (15), após ser transferido de Pernambuco. Ele foi preso na quarta-feira (13), na Bomba do Hemetério, na Zona Norte do Recife, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva pela prática de estupro de vulnerável.
Ele passou por exame de corpo de delito, no Departamento de Medicina Legal (DML), e depois foi encaminhado para a Central de Polícia Civil, no Geisel, onde vai ficar à disposição da Justiça. A audiência de custódia dele deve acontecer na segunda-feira (15).
De acordo com a delegada da Infância e da Juventude Joana D'arc Sampaio, o homem preso na capital pernambucana é padrasto de uma menina de 11 anos que ficou grávida após ter sido violentada por ele e deu à luz um bebê no sábado (9).
Ainda segundo a delegada, que recebeu o suspeito na Central de Polícia, o homem nega o crime e pede que um exame de DNA seja feito. Joana D'arc informou que ele não foi ouvido formalmente, em depoimento, uma vez que já foi indiciado por estupro de vulnerável.
O crime foi praticado quando a vítima tinha 10 anos e, desde que a gravidez dela foi revelada, em maio, o padrasto da menina estava foragido. De acordo com a PM, ele foi capturado em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara de Mangabeira, da Paraíba.

Em Pernambuco, ele ficou sob custódia no Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Grande Recife.
Acusado de engravidar enteada está preso no Recife
Entenda o caso
As investigações começaram em maio de 2017. De acordo com processo que segue sob segredo de justiça na Vara da Infância e Juventude da Paraíba, a menina foi estuprada pelo padrasto quando tinha 10 anos. A criança descobriu a gravidez quando passou mal e foi levada para um hospital. Na época, ela informou à polícia que a violência sexual era algo recorrente, mas não soube precisar quando teve início.
De acordo com o Ministério Público, uma enfermeira do Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro do Grotão, em João Pessoa, detectou possíveis indícios de abuso sexual cinco meses antes da gravidez ser descoberta. A enfermeira identificou que a menina apresentava um corrimento e orientou à mãe da criança a leva-la para o Hospital Frei Damião, uma unidade de saúde de referência na região.
Segundo o promotor da Infância e Juventude Alley Borges Escorel, a mãe da menina foi negligente ao não levá-la para fazer exames médicos. Porém a delegada Joana D'arc Sampaio afirmou que, durante as investigações, ficou constatado que a mãe da criança não vai ser responsabilizada pelo crime, pois não teve participação nem sabia o que aconteceu, descartando-se, portanto, a possibilidade de conivência.

Tanto a menina quanto o bebê passam bem depois do parto, considerado de risco, e receberam alta médica.

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