IPC da Paraíba é certificado pela ONU por 100% de precisão em exames realizados pelo Laboratório de Drogas.

O Laboratório de Análises de Drogas do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) recebeu pela segunda vez a certificação de 100% de exatidão nos exames técnicos relacionados às amostras de entorpecentes. O resultado faz parte de uma pesquisa de proficiência em análise desse tipo de material, realizado pelo Escritório de Drogas e Crimes das Nações Unidas (UNODC/ONU).
O Programa de Garantia da Qualidade Internacional realiza anualmente esse teste de proficiência com a participação de laboratórios de drogas em vários países do mundo. Para participar, os laboratórios precisam atestar capacidade técnica para a realização das análises e ter o registro aprovado no programa. Anualmente, o programa envia quatro amostras de materiais para análises de drogas pelos laboratórios habilitados. No Brasil, além da Paraíba, participaram laboratórios credenciados dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal.
Segundo o gerente técnico do Laboratório de Drogas do IPC,  o perito Rony Anderson, as amostras foram despachadas para a Paraíba da sede da UNODC, em Viena, na Áustria, e entre o recebimento das amostras e liberação do resultado para a ONU foram necessários apenas 15 dias. “O Laboratório do IPC aqui na Paraíba obteve, pela segunda vez, 100% de acerto nas análises das amostras recebidas. Acertamos as drogas que estavam presentes nas amostras, inclusive apontamos uma que não continha nenhuma droga e uma com uma nova droga psicoativa, o MDPV”,  revelou.
O Programa permite que os laboratórios certificados pela ONU possuam confiabilidade na qualidade das análises de drogas, e, também, nivela a partir de critérios de qualidade laboratórios nacionais e internacionais.  Rony Anderson ainda ressalta que a participação no Programa de Garantia da Qualidade da UNODC é importante pela doação de padrões de referência de drogas. “Recebemos orientações, insumos e materiais para a análise que teriam alto custo e seriam de difícil aquisição pela legislação sanitária do Brasil”, finalizou.
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