INFLAÇÃO CAI, MAS CONSUMIDORES NÃO SENTEM E EFEITOS NO BOLSO AINDA SÃO RUINS

Aumentos de preços são sentidos diariamente nas últimas semanas e a população começa a se assustar, tendo em vista que os reajustes ocorrem em áreas variadas. Gás de cozinha, gasolina, energia elétrica e alimentação são alguns dos segmentos. De acordo com a economista Márcia Azevedo, esse aumentos em áreas variadas têm uma explicação. O aumento do gás de cozinha, por exemplo, tem reflexo direto no aumento do custo de alimentação em restaurantes. A sugestão da economista é que sejam reduzidos ou cortados gastos supérfluos para que se possa economizar.

"A inflação depende de uma média de preços. Ela não depende de um preço isolado. O que eu quero dizer é que existem preços que influenciam outros preços, à exemplo da gasolina e do gás de cozinha. Por exemplo, o aumento do gás de cozinha vai aumentar o custo de alimentação em restaurantes. O aumento do preço da gasolina vai aumentar o custo do transporte público", disse Márcia em entrevista a rádio 98 FM/Correio Sat.

Segundo a economista, a inflação tem baixado em decorrência da redução do consumo de bens, no entanto outros bens não têm diminuição nos preços, como é o caso da gasolina. "Como nós estamos vivendo ainda um período de recessão, que é queda do emprego, a inflação se reduz porque os consumidores diminuem o consumo de todos os bens, mas existem alguns que são essenciais", explicou, indicando que há serviços e produtos que, mesmo mais caros, são indispensáveis e acabam pesando no bolso.

Ela acrescentou que a solução para o consumidor é tentar reduzir o consumo em outros segmentos que não sejam os de consumo obrigatório.

"Apesar de no Brasil a gente ter uma redução da taxa de inflação, os preços mais importantes, como por exemplo o combustível, continuam elevados. A solução para o consumidor é reduzir o consumo em outras áreas", finalizou, sugerindo que gastos supérfluos sejam cortados ou reduzidos para que não haja aperto financeiro.

Até agosto deste ano, a inflação acumulava 1,62%, um percentual bem abaixo dos 5,42% que foram registrados no mesmo período de 2016.  Esse é o menor índice para desde a implantação do Plano Real. Mas, conforme a economista, a baixa se dá pela redução geral do consumo, por causa do desemprego, não pela queda de preços. A taxa de desemprego no Brasil está em 13,3%., muito longe do mínimo esperado para uma economia saudável que é de até 5%.

O preço dos combustíveis é o que mais influencia no consumo diário. Em junho deste ano, a Petrobras alterou a política de preços e os reajustes são mais frequentes, podendo ocorrer até mesmo diariamente. Esses reajustes variam dentro da faixa de +7% ou -7%.

Correio da Paraiba
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