Agricultores conhecem tecnologias em agroecologia e convivência com a estiagem em Dia de Campo

Os agricultores e visitantes que compareceram ao Sítio Real, na Comunidade Serra Branca, em São Mamede, no Alto Sertão, durante o Dia de Campo em Agroecologia, realizado na sexta-feira (4), constataram ser possível trabalhar na agricultura com bastante sucesso usando tecnologias adaptadas para a convivência nas adversidades climáticas no Semiárido do Nordeste em período de longas estiagens e produzir hortaliças e fruteiras agroecológicas.

Organizado pelo Governo do Estado, por meio da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater, empresa vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, e contando com a parceria da Prefeitura Municipal de São Mamede, o Dia de Campo teve quatro estações onde as pessoas conheceram tecnologias agroecológicas, segurança alimentar, a produção de forragem e kit de energia solar.

O evento reuniu mais de 400 pessoas procedentes de vários municípios, inclusive prefeitos, deputados, vereadores, técnicos do setor agropecuário, dirigentes de sindicatos de trabalhadores rurais e de associações comunitárias. Houve distribuição de seis mil raquetes de palma resistente à cochonilha do carmim, prestação de serviços de saúde e a divulgação do crédito rural pelo Banco do Nordeste e a renegociação de dívidas agrícolas.

Na ocasião, o presidente da Gestão Unificada, Nivaldo Magalhães, falou das ações de regularização de terra executadas pelo Interpa, abordou as pesquisas que o governo estadual realiza por meio da Emepa para oferecer ao homem do campo tecnologias que possibilitam melhorar suas atividades agropecuárias, como também destacou a assistência técnica rural executada pela Emater em todos os 223 municípios paraibanos.

O prefeito Umberto Jefferson de Morais Lima, de São Mamede, destacou as ações que vêm sendo desenvolvidas em parceria com a Emater em favor do homem do campo e destacou que o evento mostrou que no município é desenvolvido com eficiência um trabalho em favor da agroecologia. “Foi um momento importante para mostrar as experiências que vêm sendo feitas para a convivência com a seca que, na região, chega há sete anos”, comentou.

Ele destacou, ainda, que a Emater, em parceria com a Prefeitura Municipal, tem procurado criar oportunidades de convivência com a seca para que o homem do campo possa produzir, contribuindo assim para conter o êxodo de famílias rurais para as cidades. Ressaltou também a importância do Projeto Algodão Paraíba, que está criando novas oportunidades de renda, a exemplo do que acontecia em décadas passadas e lembrou o programa de palma forrageira que se constitui na garantia de ração para os rebanhos. Também falaram na ocasião sobre as ações que estão sendo implementadas em favor do setor produtivo rural na região, o secretário Efrain Morais, e os deputados estaduais Nabor Wanderley e Antônio Mineral.

Quintal produtivo – Com várias atividades agrícolas, o agricultor João Severino de Araújo disse que se orgulha do trabalho que executa no sítio onde mora, usando água de um poço artesiano que tem uma vazão de 2.800 litros por hora e uma pequena barragem, está produzindo banana, mamão, goiaba, pinha, coco, acerola, seriguela, limão, coco-babaçu, coentro, além de hortaliças. Tem criação de algumas vacas e ovelhas entre outros produtos.

Usando um sistema econômico de irrigação com garrafa Peti e pote de barro, João Severino disse que estes dois métodos estão proporcionando produzir hortaliças e frutas com uma grande economia de água. Ele trabalha com três filhos que, semanalmente, em um veículo da família, fazem a comercialização da produção em feiras livres de cidades vizinhas.

Disse também que, desde o ano de 1980, trabalha com a assistência técnica da Emater e, aconselhado pelos técnicos, no ano de 1982 construiu um Biodigestor que usou durante 24 anos. No momento, está buscando a sua recuperação para voltar a fazer uso dele.

Outro agricultor que recebe assistência técnica da Emater é Manoel Escorião da Nóbrega, do Sítio Arraial, também em São Mamede, que há 15 anos participa de dias de campo sobre diversas temáticas, as quais procura aplicar em sua propriedade. Ele trabalha, basicamente, com a produção de batata-doce, mesmo tendo outras atividades agrícolas. São dez variedades de batata-doce, inclusive uma que trouxe de São Paulo que está se adaptando muito bem na região. “Os resultados têm sido satisfatórios, e sempre que procurados contamos com a permanente presença de técnicos da Emater”, disse.

Secom
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