Secretaria da Saúde realiza oficina para controle da Tuberculose

O Governo do Estado, por meio do Núcleo de Doenças Endêmicas, realizou nesta quinta-feira (6), das 8h30 às 16h, no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor-PB), a II Oficina de Mobilização para Estruturação do Grupo Técnico de Controle da Tuberculose. O evento foi uma parceria com o Programa Nacional de Controle da Tuberculose e a ONG Cordel Vida e teve por objetivo estruturar um grupo técnico de ações para enfrentamento da tuberculose na Paraíba.
Estiveram presentes na abertura a coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Lívia Borralho; a gerente operacional de Vigilância Epidemiológica, Izabel Sarmento; a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega; a gerente operacional de IST/AIDS, Ivoneide Lucena, e a coordenadora adjunta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Patrícia Werlang.
O evento foi voltado para profissionais da Coordenação Adjunta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Coordenação do município de São Paulo, Coordenações dos Programas Municipais de João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita, Bayeux – municípios prioritários no estado para o controle da doença – Centro POP, Programa Ruartes, a equipe do Consultório na Rua de João Pessoa, ONG´s Cordel Vida, Mel, Apros, Coordenação de Atenção Básica do Estado e dos municípios prioritários, Coordenação de Saúde Mental do Estado, Gerência Operacional de Vigilância Epidemiológica e de IST/AIDS, além do Hospital Clementino Fraga.
A oficina teve início com a apresentação do cenário epidemiológico da tuberculose na Paraíba, por Lívia Borralho. Ivoneide Lucena abordou a situação epidemiológica da infecção pelo HIV e os desafios para enfrentamento da coinfecção TB-HIV. Em seguida, a coordenadora do Programa Municipal de Controle da Tuberculose da cidade de São Paulo, Eri Ishimoto, apresentou a experiência do Comitê de Controle da Tuberculose naquela cidade. E fechando as atividades da manhã, Patrícia Werlang apresentou a agenda política da rede Brasileira de Comitês com foco no Plano Nacional pelo fim da Tuberculose como problema de saúde pública.
No período da tarde foram realizadas atividades em grupo, onde foram discutidos temas como garantia de direitos e proteção social, promoção à saúde, fortalecimento dos comitês e sustentabilidade técnica, política e financeira. Patrícia Werlang ressaltou a importância da oficina no estado. “Essa é uma ação extremamente importante considerando a necessidade de articulação entre sociedade civil e gestão para as ações de enfrentamento da tuberculose, que é uma doença de forte determinação social, por isso é fundamental que a gente envolva diferentes segmentos para que a gente consiga enfrentar as vulnerabilidades e ter uma resposta mais robusta paro enfrentamento da doença aqui na Paraíba”, disse.
Segundo Lívia Borralho, o evento trata-se de uma etapa preparatória para formalizar o Grupo Técnico com discussões que permeiam a situação epidemiológica da tuberculose, as situações de vulnerabilidade e ações necessárias para o enfrentamento da doença no estado. Ela destaca a oportunidade de associar diversos segmentos para o controle da tuberculose.
“O que mais chama atenção com relação à proposta do evento é a oportunidade de associar diversos segmentos, dentre gestão e sociedade civil, para que o controle da tuberculose passe a ser algo realizado por todas as pessoas. As preocupações devem ir além das relacionadas aos critérios clínicos, à conduta de tratamento ou à adesão de tratamento e de cura, devem ser associadas às questões de vulnerabilidade social que as pessoas que tem tuberculose estão envolvidas, como as pessoas em situação de rua, privadas de liberdade, as portadoras de HIV que tem a coinfecçao com tuberculose, para que assim possamos ter condições de, além do tratamento, dar oportunidades de atividades que sejam e se vinculem à proteção social”, concluiu Lívia.
A doença – A tuberculose é caracterizada como uma doença infectocontagiosa que afeta, principalmente, os pulmões. Ainda é responsável por várias mortes no mundo, causada pelo Mycobacterium Tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch, e tem como principais sintomas a tosse com secreção, febre, suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares. Ela também provoca dificuldades para respirar, eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura pulmonar, nos casos mais graves. O tratamento tem duração mínima de seis meses, com medicação gratuita fornecida pelo Ministério da Saúde e disponibilizada nas unidades de saúde dos municípios da Paraíba. Na Paraíba, o hospital referência no tratamento da doença é o Complexo Hospitalar de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga.
Qualquer paciente com tosse (seca ou com catarro) por mais de 15 dias, associada à febre e perda de peso involuntária, deve procurar o médico. Diagnosticada a doença, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. O tratamento inicial é de seis meses. Após um mês de tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. É importante que não haja interrupção no tratamento, pois com isso o organismo corre o risco de ficar resistente à bactéria, e assim o procedimento vai ficando cada vez mais longo. Como a tuberculose causa a inflamação e destruição pulmonar, caso não seja tratada, pode levar à insuficiência respiratória e até a morte. O tratamento da tuberculose é ambulatorial. Os casos de internamentos são somente para quem abandona o tratamento ou procura atendimento tardio.
Segundo o Programa Nacional de Controle da Tuberculose, as populações mais vulneráveis ao risco de adoecimento pela doença, em relação à população geral, são: indígenas (3 vezes mais), população privada de liberdade (28 vezes), pessoas que vivem com HIV/AIDS (35 vezes) e a população em situação de rua (44 vezes). A tuberculose é transmitida por via aérea quase que na totalidade dos casos, a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias.

Secom
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