SANDÁLIAS VERMELHAS: Renata Escarião lança romance sensível e envolvente

“Vocação gera desejos e desejos nos movem”. A vocação que a escritora e jornalista paraibana Renata Escarião carrega em si a conduziu, desde cedo, pelos caminhos das letras, motivando não apenas suas escolhas, como sua trajetória pessoal e acadêmica. Sandálias Vermelhas, seu romance de estreia – e de onde foi extraída a frase que abre este texto – será lançado no próximo dia 27 de julho, às 19h, no Espaço Mundo, na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico de João Pessoa. O livro foi contemplado no Prêmio José Américo de Almeida, promovido pela Fundação Espaço Cultural (Funesc) em 2014 e, desde então, aguardava publicação.



‘Sandálias Vermelhas’ é narrado em primeira pessoa por Alice, uma jovem de “trinta e poucos anos”, que tem sua trajetória marcada por um episódio que a faz refletir sobre o amor, o passado e suas escolhas ao longo da vida. De forte teor psicológico, leva o leitor a passear – de forma muita à vontade – pela casa, pelo passado, pelos amores e pela rotina da personagem principal, fazendo com que ele próprio reflita sobre a vida ao tempo em que lê as ponderadas e sábias reflexões da protagonista.

Natural de Patos, sertão da Paraíba, Renata Escarião é formada em Jornalismo, coordenadora do curso de Comunicação Social da Maurício de Nassau e, atualmente, cursa Doutorado em Literatura pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Para ela, escrever é algo natural e espontâneo. Vocação despertada desde os nove anos e que, com o passar dos tempos, aprimorou-se, resultando em Sandálias Vermelhas.

 “Sempre escrevi mais em prosa como forma de expressar sentimentos. Nunca me vi como escritora, apesar de nunca ter parado de escrever. Ser uma das contempladas no Prêmio José Américo de Almeida, da Funesc, com este romance que está sendo lançado agora, foi o que me fez despertar para o fato de que minhas palavras talvez fossem mais do que eu julgava. De todo modo, considerando quase três anos de espera pela publicação, só me senti de fato escritora quando abri a caixa e segurei o primeiro exemplar impresso com meu nome na capa”.

Seu romance de estreia mostra, definitivamente, que suas palavras são bem mais. Impossível passar incólume e não se identificar, em algum momento, com os anseios, angústias, esperanças e dúvidas de Alice. A narrativa de Renata conduz o leitor a refletir sobre a finitude da vida, sobre o amor, sobre o peso do passado e sobre a importância – e necessidade – de recomeçar. Mais. Traz à tona a força que um amor – antigo ou novo – pode ou não ter para deixar para trás as dores causadas pelo passado. “Através do amor muitas coisas se realizam”, pensa Alice em determinada passagem.

Apesar de metódica, Renata revela que a história de Alice nasceu de forma espontânea, “fora do padrão”. O romance é o primeiro texto ficcional da autora, que sempre explorara nuances mais pessoais aos seus escritos, compilados no blog Enladeirada, mantido por ela. O espaço, aliás, foi o início e a inspiração maior para dar vida e palavras aos sentimentos e anseios da dona das Sandálias Vermelha.

“Esse romance seguiu a mesma linha dos demais escritos, foi espontâneo. A história e os personagens foram aparecendo página a página”, revela Renata, deixando no ar se Alice foi inspirada em sua própria trajetória: “Qual na literatura o limite entre a biografia e ficção? Há imparcialidade no jornalismo? Quanto de nós é colocado em um texto, propositalmente ou não? Não há como dar uma resposta precisa. Convivamos com o mistério”.

Para Alice, assim como para Renata (ou seria vice e versa?), “escrever é seu jeito de dar um pouco de poesia aos dias”. Sandálias Vermelhas reúne, em uma narrativa envolvente, sensível e emocionante, versos da experiência da personagem principal, que confundem-se com os versos diários de qualquer mulher de “trinta e poucos anos”.

Se Alice “Queria comer o mundo” e "colecionava desconhecidos", Renata, com certeza, degusta de uma coleção de histórias que só ela sabe traduzir, conquistando o mundo e o cenário literário com sua sensibilidade traduzida em romances como Sandálias Vermelhas.
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