PB ocupa a 16ª posição no ranking de pessoas resgatadas do trabalho escravo, diz levantamento

O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, cobrou do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a manutenção das fiscalizações de combate ao trabalho escravo e ao trabalho infantil em todo o Brasil. De acordo com dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, no Brasil mais de 43 mil trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo entre os anos de 2003 e 2017. Conforme o levantamento, na Paraíba foram resgatadas 840 pessoas.

A cidade de Patos, no Sertão paraibano, foi o município que mais exportou paraibanos para a escravidão (com 64 egressos naturais e 67 residentes). Também exportaram mão de obra escrava os municípios de Pombal, Araruna, Picuí, Manaíra, Juripiranga e Cuité. 

Os números colocam o estado em 16º lugar no ranking nacional com maior percentual de trabalhadores resgatados da mão de obra escrava. A ferramenta mostra, ainda, que a cada seis dias, um paraibano (de nascimento ou residência) é resgatado do trabalho escravo no Brasil. 

No encontro, Ronaldo Fleury também questionou o ministro sobre a suspensão de fiscalizações em outras áreas, como as decorrentes de acidentes de trabalho (27 de julho: Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho). Segundo, Fleury, procuradores do Trabalho em vários estados teriam recebido informação de que as Superintendências Regionais do Trabalho estariam praticamente paradas devido ao contingenciamento. 

Na oportunidade, o ministro afirmou só ter recursos garantidos até o próximo mês. No entanto, comprometeu-se em buscar soluções que assegurem as ações até o final deste ano.

Secom
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