CONDE:Prefeitura de Conde promove roda de diálogos com as mulheres de Gurugi para discutir identidade e pertencimento no Dia da Mulher Negra

A Prefeitura de Conde através da Coordenadoria da Mulher promoveu a Roda de Diálogos: Sou mulher; Sou Negra. O momento foi realizado no dia 26 de julho no Salão Paroquial da Igreja de São Sebastião, no Gurugi e contou com a participação de mais de 20 mulheres da comunidade para discutir identidade e pertencimento, a luta, a resistência e a contribuição histórica das mulheres para a sociedade.

Segundo Jacyara Costa, Coordenadora das Mulheres da PMC, a atividade faz alusão ao Dia Nacional da Mulher Negra da América Latina e Caribenha, ao Dia Nacional de Teresa de Benguela e ao Dia Estadual da Mulher Negra, comemorado no último dia 25 de julho. “O objetivo é trabalhar a temática do empoderamento e da identidade dessas mulheres e perceber como ser negra lhes coloca dentro de um recorte étnico-racial que se expressa na sociedade em varias situações desprivilegiadas. Quando a gente constata que a questão de violência contras as mulheres negras aumentaram cerca de 20% segundo dados do IPEA, comparando com as mulheres brancas onde houve uma redução de 7%”, comenta Jacyara.

Sobre o Dia Internacional da Mulher Negra da América Latina e Caribenha
O dia 25 de julho marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. No Brasil, o dia também é em homenagem à Tereza de Benguela, líder quilombola que se tornou rainha, resistindo bravamente à escravidão por duas décadas. Esse ano, a data traz à tona a luta da mulher contra o feminicídio, as reformas que destroem os direitos do povo brasileiro, principalmente, das mulheres negras e por reparações à comunidade negra.
A data teve origem durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992. Ao longo dos anos, a data vem se consolidando no calendário de luta do movimento negro e tem resgatado a luta e a resistência das mulheres negras, bem como cumprido o papel de denunciar as consequências da dupla opressão que sofrem, com o racismo e o machismo. Ainda no mês de julho, é comemorado, no dia 31, o Dia da Mulher Africana.

Secom
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