Greve na UEPB prejudica atendimentos na área de Saúde; grevistas rebatem

De acordo com texto divulgado à imprensa pela Coordenação de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), a greve dos servidores técnicos administrativos e professores da instituição, decretada há mais de dois meses, tem gerado prejuízos sociais para a população que depende dos serviços de Saúde ofertados pelas clínicas escolas da instituição. Conforme denúncia, muitos pacientes que dependem dessas clínicas, por não possuírem condições de pagar por um tratamento particular, têm voltado para casa sem atendimento, o que pode comprometer o próprio tratamento que vinham recebendo. Integrantes do movimento grevista reconhecem a redução dos atendimentos, mas rebatem os prejuízos citados ao afirmarem que os serviços essenciais estão mantidos. 

Segundo a Codecom, com estágio obrigatório para estudantes, as clínicas escolas de Fisioterapia, Psicologia, Enfermagem e Odontologia oferecem atendimentos gratuitos à população, mas, desde que os técnicos e docentes entraram em greve, reduziram o atendimento ao público, causando transtornos.

A Clínica Escola de Fisioterapia, por exemplo, em funcionamento, atende em média 100 pessoas por dia. Com a greve, esse número despencou em 80%. De acordo com a coordenadora da clínica, professora Lourdinha Oliveira, apenas os casos mais críticos continuam recebendo atendimento normalmente, como são os casos de pacientes com microcefalia. Segundo ela, a instituição está operando com apenas 30% de sua capacidade, conforme determina a lei, assim como outras clínicas, e grande parte dos serviços está sendo realizada por estudantes e professores que desenvolvem projetos e pesquisas de extensão. 

O presidente da Associação dos docentes da Universidade Estadual da Paraíba, Nelson Júnior, garantiu a manutenção dos serviços essenciais.

“Cada clínica tem autonomia para manter os atendimentos essenciais”, disse Nelson, afirmando que cada setor deve avaliar os serviços que devem ser mantidos. Ele disse ainda que a categoria segue buscando uma audiência com o governo estadual para discutir reivindicações. 

Nesta quinta-feira (29), os grevistas farão uma assembleia para debater os próximos passos do movimento. A pauta do encontro e o local serão decididos nesta terça-feira (27).

Portal Correio
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