Seca se agrava no Cariri e reservatório que abastece a região atinge nível crítico

O Cariri Ocidental, que por muitos anos foi abastecido pelo açude Cordeiro no Congo, viu o maior manancial da região secar completamente e o socorro chegar através de uma adutora de engate junto ao açude Sumé.
Abastecendo a região há cerca de um ano, o açude de Sumé agora também está prestes a secar. Segundo dados divulgados pela Aesa, o manancial está apenas com 4,5% de sua capacidade, entrando na última semana na lista de reservatórios em estado crítico.
O açude hoje atende a mais de 8 cidades e mesmo com todo o racionamento, diminuiu muito seu volume de armazenamento.
A Cagepa quando construiu a adutora de engate previu, entretanto, que a água do açude de Sumé só chegaria a agosto deste ano, superando até aqui até as mais otimistas expectativas. O problema que assusta a região agora é saber como ficará o abastecimento a partir do início de 2017.
A região ainda possui um reservatório com razoável capacidade de água, o açude de Camalaú, mas até o momento nenhuma sinalização foi dada pelo Governo do Estado para fazer uma adutora rápida que leve a água desse reservatório até a tubulação da adutora.
O açude Camalaú está hoje com 11% de sua capacidade total, possuindo ainda o dobro de água que tem armazenada no açude de Sumé.
No Cariri Oriental, a situação não é diferente. Na cidade de Cabaceiras, a Holiúde Nordestina, informações do escritório local da Cagepa atestam que a cidade só receberá água do açude de Boqueirão até fevereiro de 2017.
Cabaceiras atualmente é abastecida pelo açude de Epitácio Pessoa, na vizinha cidade de Boqueirão, por meio de adutora que só chega a cada quinze dias e é distribuída de forma racionada para toda a cidade.
A Cagepa local disse ainda que não há um plano B para o abastecimento da cidade. Segundo informações do chefe do escritório local da Cagepa, Mozaniel Marques, uma das alternativas seria abastecer o município com águas de poços artesianos existentes no leito do Rio Taperoá.
O receio, no entanto, vem da qualidade da água. De acordo com testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a água dos poços no leito do rio pode ser imprópria para o consumo humano.
Outra situação preocupante é em Taperoá. Lá, o açude local secou há vários anos e desde então foi construída uma adutora para trazer água do açude de Mucutu, em Juazeirinho. O manancial, segundo dados atualizados da AESA, está com pouco mais de 2% da capacidade e também está prestes a secar.
À espera da Transposição do Rio São Francisco, os caririzeiros já reclamam do desabastecimento até nos dias determinados pelo racionamento para receber água e cresce o temor pelo agravamento da crise hídrica.

Fonte:De Olho no Cariri
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