Projeto Zikalab será lançado em Campina Grande na segunda-feira

O projeto Zikalab (Laboratório de Formação do Trabalhador da Saúde no Contexto do Vírus Zika) será lançado em Campina Grande na próxima segunda-feira, 17, em solenidade realizada às 19h na ESAC, localizada no bairro do Catolé. O projeto é realizado em apenas seis cidades brasileiras e Campina Grande está entre as contempladas.

O Zikalab consiste em um programa de capacitação de profissionais de saúde para atuar no acompanhamento das crianças com microcefalia e outros distúrbios causados pela Síndrome Congênita do Vírus Zika. A ideia é capacitar os trabalhadores para que eles realizem procedimentos padrões, em todo o país, no tratamento das crianças. As cidades foram escolhidas de acordo com o número de casos de microcefalia.

Em Campina Grande serão preparados 200 profissionais. A maior parte é de trabalhadores com atuação na rede pública de saúde e também da rede de educação do município. Pessoas de outros 31 municípios, onde há crianças com microcefalia, também assistirão às aulas.

As aulas começarão na quinta-feira, 20, na própria ESAC, com turmas nos períodos da manhã e da tarde. As aulas seguem nos dias 21, 24 e 25 de outubro, além de 8, 9, 10 e 11 de novembro. O curso, com duração de 60 horas, será dividido em módulos sobre gestão em saúde, saúde da mulher e da criança, prevenção ao Zika e estimulação precoce para o recém-nascido com microcefalia.

Os professores são profissionais de Campina Grande que já atuam na rede de cuidados às crianças que nasceram com a malformação. Eles participaram de oficinas de preparação nacional em São Paulo. O projeto é organizado pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), o Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS), o Ministério da Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a empresa Johnson & Johnson. Em Campina, a PMCG apoia o projeto.

REDES DE INCLUSÃO - O Unicef já realiza em Campina Grande um trabalho de capacitação dos profissionais por meio do projeto “Redes de Inclusão”, que forma trabalhadores da saúde, da educação e da assistência social da cidade e de outros municípios. O objetivo é preparar as equipes da atenção primária nos postos de saúde para atendimento às famílias. O Redes de Inclusão também capacita cuidadores e auxiliares pedagógicos para trabalhar nas creches e escolas da cidade. Além disso, o projeto oferece apoio às gestantes e famílias, desenvolvendo a capacitação para o estímulo do desenvolvimento das crianças em suas residências.

AÇÕES – A Prefeitura de Campina Grande já realiza capacitações com profissionais de saúde de vários municípios e formando profissionais de educação para atuar nas creches. Além disso, a Secretaria de Saúde também promove oficinas de estimulação precoce para as famílias. O Ambulatório Especializado em Microcefalia, do Hospital Municipal Pedro I, já atende 117 crianças e mais de 900 mulheres. O local tem fisioterapeuta, neurologista, cardiologista, oftalmologista, fonoaudiólogo, odontólogo e outros acompanhamentos. As famílias também são assistidas por psicólogos e assistentes sociais. A PMCG também municipalizou os serviços da AACD, espaço que poderá oferecer serviços de fisioterapia a estas crianças após o crescimento e já estuda a possibilidade de ofertar mais serviços no novo Centro Regional de Reabilitação e Assistência em Saúde do Trabalhador (Cerast).

Fonte:Codecom
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