PF cumpre mandado na Paraíba por fraudes de grupo empresarial de forró

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido pela Polícia Federal e a Receita Federal em uma casa de um empresário na cidade de Sousa, no Sertão paraibano, na manhã desta terça-feira (18). A ação faz parte da Operação ''For All'', realizada nas cidades de Fortaleza e Russas, no Ceará, e no município paraibano, que investiga um grupo empresarial de forró por fraudes na Receita Federal. Estimativa preliminar já identificou uma omissão de receitas de mais de R$ 300 milhões.
De acordo com o delegado da PF responsável pela ação na Paraíba, Antonio Delfino, o mandado foi cumprido em uma casa em Sousa onde mora um empresário investigado. "Iniciamos a ação em Sousa por volta das 6h e às 7h finalizamos a apreensão dos documentos. Não houve resistência por parte do investigado", afirmou o delegado.
Ainda conforme informações de Antonio Delfino, o material apreendido deve ser enviado ainda nesta terça-feira para Fortaleza, onde fica a base das investigações da operação. A Polícia Federal não informou qual seria a atuação do empresário paraibano no esquema.

Estão sendo cumpridos 76 mandados judiciais, sendo 32 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) e 44 de busca e apreensão nas três cidades. Os mandados estão sendo cumpridos por cerca de 260 policiais federais e 35 auditores.
A Justiça Federal também decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo. Há indícios de que os integrantes da organização forneciam dados falsos ou omitiam dados nas suas declarações de Imposto de Renda pessoa física e jurídica, para eximir-se da cobrança de tributos.
O grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.
No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.
"As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados", informou a PF.
A Receita Federal divulgou que as investigações inciaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com a parceria da Polícia Federal e do Ministério Público.

Fonte:G1
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