Perícia conclui laudo de acidente que matou adolescente em João Pessoa

Foi divulgado na quinta-feira (6) o resultado do laudo do atropelamento que matou uma adolescente de 14 anos e deixou um jovem de 18 anos ferido na calçada da Avenida 2 de Fevereiro, no bairro do Rangel, em João Pessoa. De acordo com a perícia feita por engenheiros do Instituto de Polícia Científica, ao contrário do que a motorista do carro disse ter acontecido, não havia nenhum outro carro no momento do acidente.
“A conclusão do laudo pericial foi que a causa determinante do acidente foi a manobra indevida por parte da condutora”, disse o perito Robson Félix durante uma entrevista coletiva. O acidente aconteceu no dia 24 de agosto. No outro dia, a delegada Ana Carolina Adissi disse que a condutora não apresentava sinais de embriaguez e contou a versão dela. “No início da ladeira ela disse que teria sido cortado por um carro escuro, que ela não soube precisar a cor. E quando esse carro cortou para entrar na frente dela, ela perdeu o controle do próprio veículo, disse que acionou o freio porém o carro só veio a parar quando bateu em um muro", disse a delegada.

Durante a coletiva, o delegado de acidentes de veículos Francisco Deusdete Leitão disse que a versão das testemunhas confirmam o resultado do laudo. “Algumas testemunhas que nós já ouvimos e que estavam no local disseram que não presenciaram nenhum outro veículo. Ainda tem outras testemunhas que foram indicadas e que nós vamos ouví-las também para confirmar ou não a versão da condutora do veículo”, disse.
O acidente aconteceu na noite do dia 24 de agosto. Renata Rocha Fernandes, de 14 anos, caminhava com Kleyton dos Santos Nóbrega, de 18 anos, na calçada da rua quando os dois foram atingidos por uma caminhonete. Renata morreu no local e Kleyton foi socorrido, em estado grave, e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.
Mais de quarenta dias depois do acidente, já em casa, o jovem ainda sente dores por causa da lesão na coluna. “Graças a Deus não aconteceu nada de mais grave comigo”, disse o jovem. Ele conta também que o trauma fez com que ele não se lembrasse do que aconteceu no dia. “A única coisa que eu lembro mesmo é que eu estava em casa e ela me chamou. Depois eu não lembro de mais nada. As lembranças se apagaram da minha mente”, conta.

Fonte:G1
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