Greve dos bancários completa 4 semanas; adesão é de 56%

A greve dos bancários completou quatro semanas nesta terça-feira (4), com 13.245 agências e 29 centros administrativos fechados, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). 
Segundo o sindicato, o número representa uma adesão de 56% da categoria.
Veja a situação em cada estado
Acre
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Acre (Seeb-AC), 47 agências estão fechadas em todo o estado. O número de agências fechadas representa mais de 80%. Segundo o presidente do sindicato, Edmar Batistela, cerca de 600 bancários estão de braços cruzados, o que representa mais de 50% da categoria, que chega a quase 1,1 mil profissionais.
Alagoas
Segundo o sindicato dos bancários, mais de 90% das agências estão fechadas em todo o estado.
Amapá
No Amapá, cerca de 650 trabalhadores aderiram à paralisação, correspondendo a aproximadamente 70% dos bancários, informou o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Sintraf). No total, 28 agências paralisaram as atividades.
Amazonas
Apenas quatro bancos privados estão funcionando com atendimento aos clientes em Manaus. Todos os bancos públicos estão com as atividades suspensas.
Bahia
A greve fechou mais de 1 mil das 1.232 agências da Bahia. O dado foi divulgado pelo Sindicato dos Bancários do Estado, que calcula adesão de mais de 80% das unidades.
Ceará
Nesta segunda-feira (3), 432 das 562 agências do Ceará permaneceram fechadas. A adesão, de 76,8% no estado, é a maior registrada desde o início da greve, segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará.
Espírito Santo
No estado, 359 agências estão fechadas. Segundo o Sindibancários, o número representa 80% da totalidade de agências bancárias do estado
Das 359 agências fechadas, 191 são da Grande Vitória, sendo 40 da Caixa, 43 do Banco do Brasil, 56 do Banestes, 14 do Santander, 15 do Bradesco, 16 do Itaú, 5 do HSBC e 1 do Safra. Também estão paralisados os prédios do CPD Banestes, Bandes e Banco do Brasil Pio XII, além de três departamentos da Caixa e a Superintendência do BB.No Interior são 168 agências fechadas: 45 da Caixa, 51 do Banestes, 57 do Banco do Brasil, 3 do BNB e 11 de bancos privados
Goiás
O Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás calcula que a adesão chega a 75% nas unidades da rede pública e a quase 100% na rede particular.
Mato Grosso
Conforme o Seeb-MT, em Mato Grosso, a greve tem adesão em mais de 270 agências em 100 cidades. Os bancários garantem que deixam 30% do efetivo trabalhando, no entanto, serviços de atendimento ao público não estão sendo feitos.
Mato Grosso do Sul
A greve completa quatro semanas com 95% das agências fechadas, segundo informou o Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região. Das 160 agências, 152 estão sem atendimento ao público.
Maranhão
A greve dos bancários no Maranhão continua, segundo Sindicato dos Bancários (SEEB-MA). Uma assembleia com o comando de greve está marcada para esta terça-feira (4).
Minas Gerais
A greve dos bancários atinge 71% das agências em Belo Horizonte e outras 54 cidades de Minas Gerais, de acordo com a representação dos trabalhadores nas localidades. Ultimo balanço divulgado pelo Sindicato dos Bancários de BH e Região informa que 533 das 753 agências estavam fechadas até esta segunda-feira (3).
No norte do estado, Segundo presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Montes Claros e região, o sindicato compreende profissionais de 124 agências, sendo que 81 estão com os serviços paralisados.
No Triângulo Mineiro, 52 agências em Uberlândia estão completamente paralisadas, o que corresponde a 70%, segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Uberlândia e Região (Seeb). Em Uberaba, 16 agências, entre Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, estão fechadas, conforme o Sindicato dos Bancários de Uberaba.
No Centro-Oeste, das 27 cidades que compõem o Sindicato dos Bancários de Divinópolis e Região, Divinópolis, Formiga, Cláudio, Santo Antônio do Monte, Carmo da Mata, Lagoa da Prata, Arcos, Carmo do Cajuru, Bambuí, Araújos e Pains aderiram à paralisação. Nestas, 44 agências estão fechadas, sendo 29 da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de 15 dos bancos privados Santander, Bradesco, Itaú, HSBC e Mercantil. Funcionários que não aderiram ao movimento estão prestando serviços internos. Os caixas eletrônicos dessas agências também funcionam normalmente.
Pará
Em Santarém, oeste do Pará todas as 14 agências bancárias aderiram ao movimento nacional.
Paraíba
Na segunda-feira (3) a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Paraíba (OAB-PB) firmou um acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado da Paraíba (SEEB-PB) para que os alvarás judiciais sejam pagos.
No dia 20 de setembro, a justiça do trabalho de Campina Grande já tinha concedido uma liminar que obriga agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal da cidade a cumprirem pagamentos por meio de ordem judicial.
Paraná
Em todo o estado, 75% das agências bancárias permanecem fechadas, além de nove centros administrativos. A paralisação também abrange cinco financeiras. A greve não prejudicou o atendimento nos caixas eletrônicos das agências, mas aumentou o atendimento nas casas lotéricas em mais de 40%, segundo o Sindicato dos Empresários Lotéricos do Paraná (Sinlopar).
Pernambuco
De acordo com o sindicato em Pernambuco, das 625 agências existentes no estado, pelo menos 562, ou seja, 90% estão fechadas por causa da paralisação. No dia 16 de setembro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco conseguiu na Justiça uma liminar determinando que 30% das agências voltem a funcionar, no mínimo, duas horas por dia. Em resposta, o sindicato informou que caberia aos bancos cumprir a liminar, mobilizando os funcionários que não aderiram à greve.
No Agreste de Pernambuco, a greve dos bancários afeta mais de 75% das agências de Caruaru. A informação é do Sindicado dos Bancários do município.
Piauí
Segundo o Sindicato dos Bancários do Piauí, o movimento já tem adesão de quase 90% das agências em todo o estado.
Rio de Janeiro
A greve dos bancários chega à 4ª semana no Rio com mais de 400 agências fechadas. Segundo o sindicato dos bancários, mais de 39% das agências não estão operando. A paralisação atinge várias regiões, deixando pelo menos 435 agências com as portas fechadas no Centro, Glória, Campo Grande, Pavuna, Rio Comprido e Copacabana, além de seis prédios administrativos.
Rio Grande do Norte
De acordo com Gilberto Monteiro, coordenador geral do sindicato dos bancários do estado, foram realizadas assembleias em todo o Brasil na noite desta segunda (3), menos no Rio Grande do Norte por causa do feriado estadual em homenagem aos mártires de Cunhaú e Uruaçú. Em Natal, muitas pessoas encontram dificuldades para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos. Algumas agências disponibilizam dinheiro em um número reduzido de máquinas.
Rio Grande do Sul
De acordo com o Sindicato dos Bancários, 1.042 agências estão fechadas em todo o Rio Grande do Sul. O sindicato diz que planeja fortalecer a mobilização em busca de uma melhor proposta dos bancos após reunião realizada com o comando nacional na segunda-feira (3).
Rondônia
A paralisação tem provocado fila nos caixas eletrônicos de Porto Velho. Segundo o presidente do Sindicado dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (Seeb-RO), José Pinheiro, o número de adesão à greve deve aumentar.
Roraima
A greve dos bancários chegou ao 27º dia em Roraima e segundo o presidente do Sindicato dos Bancários Adalton Andrade, não há previsão para que a paralisação chegue ao fim. Conforme Andrade, a greve atinge as 46 agências públicas e privadas distribuídas nos 15 municípios do estado.
Santa Catarina
Em Santa Catarina, as maiores adesões continuam na Grande Florianópolis, onde 2 mil estão em greve, e na região Norte, com 800 adesões. Na Grande Florianópolis, dos cerca de 4 mil trabalhadores que atuam na região, ao menos 2 mil estão em greve.
São Paulo
De acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região,além de centenas de agências de bancos públicos e privados na capital e Osasco, estão fechados também grandes centros administrativos, como os Casas 1 e 3 e o Vila Santander; os CA Brigadeiro, CAT, ITM, CTO e os prédios do Itaú nas Ruas Fabia e Jundiaí; a Caixa da Avenida Paulista; o Bradesco Prime Paulista, o Alphaville, a Nova Central e o Telebanco Santa Cecília.

Na segunda-feira (3), 347 locais de trabalho estavam fechados, sendo 172 em Campinas (área central e 20 bairros) e 175 em 35 das 36 cidades que fazem parte da base do sindicato. Na sexta-feira (30) havia  348 locais de trabalho fechados (173 em Campinas; 175 na região).
As agências da área de atuação do Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e região (que inclui Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis) estão fechadas, segundo o presidente da entidade, Francisco Cândido.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, em Itapetininga, 12 agências e postos de atendimentos seguem com a paralisação. Já em Avaré (SP), todos os 10 bancos permanecem sem realizar os serviços.
Ainda de acordo com o sindicato da categoria, 58 agências estão fechadas em Jundiaí e 107 na região. Já em Sorocaba, o sindicato autorizou na sexta-feira (30) o atendimento parcial de cinco agências localizadas nos bairros Wanel Ville, Campolim, Cerrado e Jardim Santa Cecília. No entanto, mais de 200 unidades continuam fechadas.
Em São José dos Campos, a adesão é de 97% segundo o último balanço do Sindicato dos Bancários feito nesta segunda. Das 184 agências da base, 180 estão fechadas. Já em Taubaté, o últmo balanço do sindicato aponta que todas as 86 agências estavam fechadas.
Em Bragança Paulista a adesão à greve é de 87%. A entidade informou que das 54 agências da base, 47 estão fechadas. A base em Guaratinguetá mantém adesão de 83% com 53 das 61 agências da região fechadas. De acordo com o sindicato, 629 bancários aderiram ao movimento.
A greve foi ampliada nas cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. De acordo com Sindicato dos Bancários de Santos e Região (SEEB Santos), mais de 95% das agências bancárias da região estão fechadas.
Em São Carlos, cerca de 300 bancários da região de São Carlos aderiram à greve. Pelo menos 22 agências da cidade estão fechadas. Em Araraquara, 33 delas interromperam o atendimento, afirmou Lauriberto Viganon, presidente do Sindicato dos Bancários de São Carlos e região.
Na região de Piracicaba, a paralisação continua com 80% das agências fechadas. Não há nova rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevista, de acordo com a representação sindical dos funcionários. Na manhã desta terça-feira, uma fila com cerca de dez idosos aguardava atendimento e ajuda no caixa eletrônico para saque da aposentadoria.
Na região de Presidente Prudente, o sindicato da categoria informou que são cerca de 70 agências fechadas e em torno de 1 mil funcionários que aderiram à paralisação.
Sergipe
Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb/SE), Ivânia Pereira, na manhã a categoria fechou o Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banese, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA). Ela disse ainda que 200 agências aderiram à greve na capital e interior do estado. O sindicato garente que está respeitando o efetivo de 30% nas agências.
Tocantins
De um total de 158 agências no estado, apenas 16 estão abertas, as demais aderiram à greve, tendo apenas os serviços eletrônicos funcionando.
Balanço
O maior número de agências fechadas foi registrado no dia 27 de setembro, quando 13.449 delas tiveram suas atividades paralisadas. De acordo com o Banco Central, o país tem 22.676 agências bancárias instaladas, segundo último balanço.
Até o momento, nenhuma nova rodada de negociação foi agendada para a semana.
Na quarta-feira passada, os bancários se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas o encontro terminou sem acordo, e os grevistas decidiram manter a paralisação.
A greve já é mais longa do que a realizada pelos bancários no ano passado, que durou 21 dias. Segundo a Contraf-CUT, a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias. Nos últimos anos, a mais longa foi a de 2004, com 30 dias.
Veja como pagar contas durante a greve dos bancários
Negociações
A Fenaban (que representa os bancos) ampliou na quarta-feira (28) a oferta de abono para R$ 3,5 mil, com mais 7% de reajuste, extensivo aos benefícios. Também propôs que a convenção coletiva dure dois anos, com garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 0,5% de aumento real.

Segundo a Fenabam, a proposta "garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos".
A proposta, no entanto, foi recusada. A categoria já havia rejeitado a primeira proposta da Fenaban - de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A proposta seguinte, também rejeitada, foi de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.
Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) -, PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.
Atendimento
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.
Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.
Greve passada
A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado e teve duração de 21 dias, com agências de bancos públicos e privados fechadas em 24 estados e do Distrito Federal. Na ocasião, a Fenaban propôs reajuste de 10%, em resposta à reivindicação de 16% da categoria.

Fonte:G1
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