Clientes chegam cedo aos bancos na PB na 1ª manhã após fim de greve

A primeira manhã de funcionamento dos bancos depois do fim da greve dos bancários, nesta sexta-feira (7), foi marcada por filas que começaram bem cedo em frente às agências em João Pessoa. Antes mesmo das agências abrirem as portas, clientes esperavam nas filas enquanto funcionários terceirizados faziam a limpeza das fachadas, retirando os adesivos anunciando a greve.
Após 31 dias de greve, os bancários da Paraíba decidiram encerrar a paralisação no estado e voltam a trabalhar. A decisão foi tomada na quinta-feira (6), durante assembleia geral na sede do Sindicato dos Bancários da Paraíba, em João Pessoa, segundo o secretário-geral da entidade, Marcelo Alves. A decisão vale tanto para os bancos públicos quanto para os privados.
No Banco do Brasil da avenida Dom Pedro I, no Centro, o primeiro da fila chegou às 7h. O advogado Demóstenes Mamede foi o primeiro cliente a chegar no local e fez essa opção por saber que haveria uma grande procura já que, além do fim da greve, é início de mês. Ele precisava resolver questões financeiras no caixa, mas conta que não teve muitos problemas durante a greve porque usou os serviços pela internet. “O que dava para resolver pelo celular ou computador eu fiz. Infelizmente muita gente não usa ainda a internet e acaba se prejudicando”, avalia.
Já a empresária Livramento Oliveira chegou às 7h30 na mesma agência, mas era a 19ª na fila e se surpreendeu com a quantidade de gente. Ela também não teve muitas dificuldades durante a greve, mas pagou para resolver os problemas que teve. “Eu tenho conta em outro banco, onde eu consegui fazer depósitos e depois, pela internet, eu fazia transferências para o Banco do Brasil. Essa operação tem um custo, mas é pequeno e acabou valendo a pena para não ter que esperar a greve acabar e resolver as pendêncais," conta. a pena.
Os clientes da agência de Demóstenes e Livramento reclamaram que o local só abriu às 8h, o que fez com que parte da espera acontecesse fora do prédio.

Já na agência da Caixa Econômica Federal da avenida Miguel Couto, também no Centro, as pessoas tiveram acesso à agência antes mesmo das 10h, já que as filas eram grandes, mas a entrada foi lenta por causa dos procedimentos de segurança para passar pelas portas giratórias.
O aposentado Pedro Rocha lamenta o fato de que apesar da área dos caixas de autoatendimento ser grande, não haviam bancos para as pessoas sentarem. "Como tem muito idoso que vem resolver as coisas cedo, a gente acaba ficando em pé até que a agência abra e isso cansa muito", diz. 
Lucianna Carneiro, que é estudante, fala que teve que faltar aula para resolver pendências bancárias nesta sexta-feira, mas que entende a questão da greve. "Meu cartão quebrou e tinha que solicitar outro só aqui. A gente acaba se prejudicando, mas compreendo o direito que os bancários tenham de fazer greve. Um dia só para resolver as coisas não vai causar tanto transtorno assim", comenta.

31 dias de greve
A greve dos bancários teve início no dia 6 de setembro em todo o país. Segundo o sindicato, na Paraíba, das 138 agências existentes, 125 aderiram à greve. A paralisação completou 31 dias nesta quinta-feira e superou a de 2004, primeiro ano em que os bancários se uniram para negociar melhores condições para a categoria, segundo a Confederação Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
“Nós avaliamos o movimento como positivo, esses 31 dias de greve. Tivemos alguns avanços significativos, como a anistia dos 31 dias de greve, que não serão descontados. Então avaliamos como uma luta válida, dada a dificuldade da conjuntura atual. Os banqueiros tentaram, durante todo o tempo, dificultar as negociações, derrotar os bancários. Não foi o que esperávamos, até porque reivindicamos 14,78%, mas foi a proposta possível. Os bancários estão de parabéns pela disposição, luta e garra”, declarou Marcelo Alves.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste salarial para 2016 de 8% mais abono de R$ 3,5 mil. Há também 15% de reajuste no vale-alimentação, 10% no vale-refeição e 10% no auxílio-creche e babá. O acordo também abrange licença paternidade de 20 dias e centro de realocação e requalificação. Para 2017 reajuste de INPC mais 1% de aumento real nos salários e em todas as verbas. Sobre os dias parados, todos vão ser anistiados.

Fonte:G1
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