Artesãos paraibanos expõem trabalhos no Centro Cultural São Francisco

Peças feitas em cimento, concreto e ferro estão em exposição no Corredor das Almas, espaço localizado no Centro Cultural São Francisco, na Capital. Com o tema “A Arte que inspira a vida”, a criatividade dos artesãos do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP), Wanderley e Sérgio Trajano, pai e filho, chama atenção dos visitantes até 31 de outubro.
A inspiração do trabalho, realizado em conjunto há mais de dez anos no quintal de casa no município de Bayeux, resulta em detalhes que impressionam pelo acabamento e as formas que vão desde a arte sacra, abstrata, réplicas de animais domésticos, silvestres e até seres humanos por meio da confecção de bustos.
As peças já foram encomendadas para ornamentação de pousadas, restaurantes, residências, bem como para vários espaços públicos em municípios paraibanos, a exemplo de São Miguel de Taipu, São João do Cariri, Baía da Traição, Serra Redonda, Bonito de Santa Fé, Lucena, inclusive para outros estados brasileiros e até no exterior, como Portugal.
“Foi um trabalho que começou em família há 40 anos. Desde pequeno acompanhei meu pai trabalhando com meu avô. Quando completei 18 anos me inscrevi no PAP, participei de várias feiras, mas sempre com aquele sonho de fazer uma exposição solo. Aqui se torna uma vitrine para os clientes conhecerem mais de perto nosso trabalho, saber os detalhes como são feitos e fazer encomendas. Todo dia eu aprendo colocando a mão na massa e espero deixar meu legado para meus filhos e manter a tradição da minha família”, explicou o artesão Sérgio, 20.
 Trajano, 40, pai do jovem artesão, é filho de um mestre de obras com uma dona de casa. Antes de se tornar artesão, trabalhou durante muitos anos na construção civil, o que o ajudou a ter habilidade com os materiais. “Eu ensino muita coisa a ele, mas ele também me ensina bastante. As vezes ele é teimoso em alguma técnica, deixo ele errar para poder aprender e assim vamos nos ajudando. Também ensinei a ele a usar o escalímetro para transformar peças de miniatura em gigantes de acordo com o gosto do cliente. Sei que ele dará continuidade à herança artística da nossa família e vai ter voos mais altos. Fico muito orgulhoso dele”, completou o pai e também artesão.
A abertura da exposição foi marcada pela apresentação da Banda de Música 6 de Junho de Bayeux, composta por amigos dos artistas que fizeram questão de prestigiar. Assim, como apreciadores da arte e a própria gestora do PAP, Lu Maia. “É um rapaz muito comprometido com o que faz, sem medo de críticas, com muita capacidade criatividade, sem formas nem moldes e coloca nas peças a sua capacidade de artista. Ele sabe pintar, esculpir, tem muita sensibilidade com a natureza e, isso para mim, é uma evolução. Quem disse que o cimento não dá para trabalhar e esculpir? Ele não tem medo de ousar e estou bastante surpresa e feliz com o resultado”, observou Lu.

Fonte:De Olho no Cariri
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