Procon-JP vai à Justiça para bancos garantirem serviços durante a greve

Após receber reclamações de usuários dos bancos de João Pessoa sobre a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos e de envelopes para depósitos, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) ingressou com ação civil pública com pedido de liminar na Justiça Federal contra a Caixa Econômica Federal e na Justiça comum contra o Banco do Brasil.
Segundo o Procon-JP, o objetivo das ações é garantir que o cidadão não seja prejudicado, com caixas eletrônicos abastecidos e o serviço de autoatendimento para depósitos funcionando pelo menos em 30% nas agências bancárias da capital durante a greve dos bancários. A paralisação teve início na última terça-feira (6).

O G1 entrou em contato com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil, que informaram que vão enviar um posicionamento sobre a ação do Procon-JP. Até as 17h desta quinta-feira (8), não houve resposta de nenhum dos dois bancos.

“As pessoas estão indo às agências bancárias da capital, principalmente da Caixa Econômica e Banco do Brasil, e não estão encontrando esses serviços funcionando nem 30%. Há casos de agências em que nenhum caixa eletrônico disponibiliza dinheiro e não há envelope e nem serviço nos terminais para realização de depósitos”, disse o secretário do Procon-JP, Marcos Santos.

O secretário informou que a ação civil impetrada pelo Procon-JP contra os bancos já especifica a punição para quem descumprir a determinação da Justiça. “Como se trata de uma situação bastante complicada para o consumidor e que causa transtorno no seu dia a dia, estamos pedindo uma multa diária de R$ 50 mil por descumprimento, além de R$ 500 mil por danos morais coletivos”, apontou.

O consumidor que tem reclamação nesse sentido deve procurar o Procon-JP por meio do telefone 0800 083 2015 ou se dirigir à sede da Secretaria, na Avenida Pedro I, 473, ou ainda no posto de atendimento do Procon-JP na sede do Ministério Público Estadual, no Parque Solon de Lucena (Lagoa), 300.

Greve nacional
De acordo com a categoria, a greve nacional dos bancários foi a uma reação à falta de conversas com os banqueiros, que, segundo os bancários, se negaram a oferecer uma proposta que valorizasse a categoria. Após quatro rodadas de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) propôs reajuste de 6,5% no salário, que segundo a categoria não cobre a inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.
Os eixos centrais da campanha são: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho.

Fonte:G1
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