Padrasto de Rebeca Cristina é indiciado por homicídio e estupro

O cabo da Polícia Militar que era padrasto da jovem Rebeca Cristina, morta em 2011, em João Pessoa, foi indiciado na terça-feira (20) pelos crimes de estupro e homicídio qualificado, de acordo com o delegado Glauber Fontes, que investiga o caso. Segundo o delegado, o inquérito do assassinato da estudante foi concluído e a polícia tem pelo menos 22 indícios de envolvimento do suspeito. "Ele apresentou um álibi de que estaria trabalhando no dia em que aconteceu o crime, sendo que conseguimos provas de que ele não estava escalado para trabalhar no dia do fato", explicou o delegado. 
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime. Segundo o delegado, a menina foi morta porque descobriu um caso extraconjugal do padrasto após ver mensagens no celular do suspeito.

“No dia do crime, o policial não estava escalado oficialmente para trabalhar no Presídio do Róger, como afirmava. Ele usou a unidade prisional apenas para apresentar um álibi que não se sustentou. Esteve ausente do presídio no dia do crime não em qualquer horário do dia, mas, exatamente no período em que a perícia concluiu que houve a morte da estudante Rebeca Cristina. Por diversas vezes, o suspeito tentou tumultuar as investigações, sempre trazendo informações falsas. Quanto à motivação do crime, trabalhamos em duas frentes: o padrasto mantinha um relacionamento extraconjugal e a vítima teria descoberto isso, e a segunda foi em razão de um distúrbio sexual apresentado pelo suspeito”, afirmou Glauber Fontes. 

Um inquérito complementar segue aberto para identificar uma segunda pessoa que estaria envolvida no crime. De acordo com Glauber Fontes, esta pessoa seria o executor do crime, mas o padrasto estaria nas proximidades do local onde a menina foi morta.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu também que o padrasto de Rebeca Cristina tinha se envolvido em um caso de tentativa de homicídio contra uma ex-mulher, com quem tem uma filha.  Além disso, na casa dele foram encontradas fotografias de crianças em poses sensuais.
 “Muitas provas nos dão referência para o pedido de prisão preventiva. Em depoimento, vários colegas afirmaram que o suspeito disse que Rebeca estava desaparecida antes do meio dia, quando, na realidade, ele só foi comunicado oficialmente do desaparecimento da vítima após às 14h pela mãe da estudante que só sentiu falta da filha por volta desse horário. Temos informações robustas que dão clara certeza para a Polícia Civil  da participação efetiva do Edvaldo Soares no crime”, finalizou o delegado.
Suspeito está preso
No dia 25 de agosto, o principal suspeito da morte da jovem teve o habeas corpus negado, de forma unânime, em sessão ordinária realizada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB). O policial estava detido no Presídio do Roger desde 22 de julho e já teve a prisão temporária prorrogada por trinta dias.
A defesa alegou que o policial está sofrendo constrangimento ilegal e que ele não poderia manter-se preso, por não obstruir o curso das investigações.
No voto, o desembargador-relator, Márcio Murilo, entendeu que o investigado apresentou, em seus interrogatórios, álibis contraditórios. “O fato é que o delegado de polícia colheu a oitiva de todos os policiais que estavam de plantão no Róger naquele dia e todos afirmaram que Edvaldo solicitou à autoridade superior, por duas vezes, autorização para sair e resolver problemas pessoais, tendo sido atendido no seu pleito. Essas saídas, até agora não explicadas pelo paciente, ocorreram justamente no horário da morte da menor Rebeca”, destacou o magistrado.
Com a conclusão do inquérito, a prisão temporária foi convertida em prisão preventiva e o indiciado passou a se tornar réu no processo. 

Fonte:G1
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