Mobilizações sindicais param trens, ônibus e universidades na Paraíba

Todos os trens que circulam na Região Metropolitana de João Pessoa e parte dos ônibus que atendem a população da capital ficaram sem circular na manhã desta quinta-feira (22) durante o Dia Nacional da Mobilização. Dois pontos de protestos aconteceram na Estação Ferroviária, no Varadouro, e em frente à empresa de ônibus que concentra o maior número de linhas da cidade. As ações começaram às 5h.
A mobilização é promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) com apoio da Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo. A CUT informou que não tem estimativa de quantas pessoas participaram dos protestos desta manhã. As aulas em parte da rede pública e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) também estão suspensas nesta quinta-feira. 
Manifestantes bloquearam o portão da garagem da principal empresa de transporte público que atende à cidade, tocando fogo em pneus no início da manhã desta quinta e liberaram o portão por volta das 9h, quando o serviço começou a normalizar, de acordo com Mário Tourinho, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos da Paraíba (Sintur-PB).  

Um protesto também tocou fogo em pneus no trilho dos trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) na entrada e na saída da estação de João Pessoa, no bairro do Varadouro desde as 5h. Por conta disso, a circulação dos trens pela Região Metropolitana de João Pessoa foi paralisada. Segundo a CBTU, há uma negociação para que os trens voltem a funcionar às 9h.
O presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, informou que nem todas as entidades e órgãos vão aderir à paralisação, no entanto, com as mobilizações que vão acontecer durante o dia na cidade de João Pessoa, as vias serão interditadas e muitos trabalhadores não vão conseguir chegar ao trabalho ou ao seu destino final.
Segundo Paulo Marcelo, a paralisação acontece em todo o país em protesto aos “projetos que tramitam no congresso e que afetam diretamente os direitos da sociedade”. O Sindicato dos Motoristas da Paraíba não confirmou paralisação da categoria em João Pessoa. Segundo o sindicato, os serviços do transporte público deveriam funcionar normalmente.

Atos programados para todo o dia
Também estão programados atos nas imediações do Parque da Lagoa e, a partir das 15h, um novo ato deve se formar no Centro de João Pessoa, envolvendo as categorias de professores da rede estadual, municipal e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado, a paralisação é nacional e os professores da rede municipal e estadual da Paraíba devem aderir ao ato nesta quinta-feira.
A Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que as escolas públicas que paralisarem as atividades devem repor as aulas para que os alunos não sejam prejudicados e para cumprir os 200 dias letivos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
Em assembleia que aconteceu nessa quarta-feira (21), na UFPB, ficou definido que a instituição também vai aderir à paralisação geral, com aulas suspensas nesta quinta-feira (22).
Segundo representantes da Frente Brasil Popular, “o objetivo é chamar a atenção das pessoas para os ataques que a classe trabalhadora está sofrendo, com a ameaça de corte de direitos sociais e trabalhistas, com as propostas de reformas da previdência, tributária e da CLT, além de uma série de projetos de lei que tramitam no congresso que estão em choque com os interesses da população”, informou em nota.
 Campina Grande
Em Campina Grande, uma mobilização está sendo organizada para as 14h na Praça da Bandeira, no Centro, e deve receber delegações de cidades do seu entorno. De acordo com  Frente Brasil Popular, os manifestantes vão levar faixas, cartazes e devem distribuir panfletos, “na intenção de dialogar com a população sobre a perda de direitos e as consequências do que vem sendo imposto pelo governo de Michel Temer”. Está confirmada paralisação em Campina Grande da educação estadual, da Universidade Federal de Campina Grande e da Universidade Estadual da Paraíba.

Fonte:G1
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