Mãe identifica corpo de vítima morta atropelada por ônibus na Paraíba

Foi identificada na noite de quarta-feira (14) a última das quatro vítimas que morreram após serem atropeladas por um ônibus de transporte público no Centro de João Pessoa no domingo (11). Alex dos Santos Silva, de 27 anos, foi identificado como o homem de boné que aparece na gravação correndo na calçada após a chegada no ônibus. Alex dos Santos morreu no local do acidente e estava sem identificação na Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) desde o dia do acidente.
Além de Alex dos Santos Silva, outras três pessoas morreram e cinco ficaram feridas no acidente que envolveu um ônibus desgovernado que fazia a linha 3200-Circular da Unitrans na Rua Almeida Barreto. Francisco Vitorino, de 72 anos, Ana Larissa Silva Nascimento da Costa, de 8 anos, avô e neta, assim como Alex, morreram no local do acidente. Jesser Dias dos Santos, não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa após passar cerca de quatro dias internado em estado grave.

Inicialmente, havia sido repassado pela família de Francisco Vitorino que a vítima sem identificação estava trabalhando com Jesser na manutenção de um alto falante em um poste, mas a informação foi corrigida pela própria família na quarta-feira (14). A mãe de Alex dos Santos, Maria José do Santos, explicou que não identificou o corpo antes porque não tinha contato constante com o filho, que morava no Centro de João Pessoa, enquanto ela reside no bairro de Mangabeira, na Zona Sul.
“Ele morava em uma pousada no Centro e trabalhava como flanelinha na área. Os amigos dele sentiram falta dele, fazia três dias que ele não aparecia. Então eles vieram me dizer: ‘a senhora assistiu à televisão?’. Falaram que o acidente que aconteceu domingo provavelmente tinha sido com Alex. Quando eu olhei o vídeo [das câmeras de segurança], reconheci que era ele. Mandaram eu ir no IML, porque tinha um corpo sem ser reconhecido. Fui com o pai dele e reconhecemos”, explicou.
Alex dos Santos foi enterrado em Bayeux no início da noite de quarta-feira (14). Não foi feito velório por conta do estágio avançado de decomposição do corpo. No caso de Jesse Dias, que não resistiu e morreu no hospital na manhã de quarta-feira, o velório teve início ainda na quarta e seguia até a manhã desta quinta-feira (15) em um igreja evangélica onde a vítima era pastor, no bairro do Colinas do Sul. De acordo com familiares, a previsão é de que Jesser seja enterrado às 10h desta quinta no Cemitério no bairro do Cristo Redentor. 

Entre os cinco feridos no acidente, apenas Maria de Lourdes Nascimento, de 51 anos, esposa de Vitorino e avó de Ana Larissa, seguia internada até esta quinta-feira. Ela chegou a ser encaminhada para o Hospital de Trauma de João Pessoa, mas foi transferida para um hospital particular da capital paraibana na segunda-feira (12). Pelo menos até a quinta, o estado de saúde dela era considerado regular, de acordo com a família. O genro de Maria de Lourdes e de Francisco Vitorino, Kléber Barros, explicou ao G1 que a sogra deve passar por duas cirurgias no braço nesta sexta.

Perícia descartou falha mecânica
Na manhã de terça-feira (13), a perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC) confirmou que o ônibus urbano envolvido no atropelamento não apresentava nenhum problema mecânico no dia do acidente. Foram verificados o sistema de direção, freios e suspensão do veículo com ajuda de mecânicos da Unitrans, empresa proprietária do veículo. Segundo o gerente operacional de criminalística, Marcelo Burity, mesmo com o descarte da falha mecânica, o IPC ainda aguarda imagens da câmera de segurança de dentro do ônibus e de exames médicos feitos no motorista envolvido no acidente para chegar a uma conclusão da causa do acidente.

Motorista envolvido em acidente cumpre licença médica
O motorista do ônibus envolvido no acidente que deixou quatro mortos e cinco feridos no domingo (11), no Centro de João Pessoa, está cumprindo licença médica de cinco dias devido ao trauma causado pelo acidente, de acordo com Mário Tourinho, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP). A princípio, o motorista deve se apresentar na empresa Unitrans, onde trabalha, na segunda-feira (19), mas segundo Tourinho ele ainda vai ser avaliado pela psicóloga da empresa.

Fonte:G1
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