Candidato a prefeito no Sertão teria abandonado emprego, diz prefeitura

O médico e candidato a prefeito de São Bento, no Sertão da Paraíba, Jarques Lúcio da Silva II (DEM), teria abandonado o emprego em João Pessoa, durante a campanha eleitoral, segundo a prefeitura da capital. O candidato é servidor efetivo no Hospital Municipal Santa Isabel e deixou de comparecer ao trabalho para disputar a eleição. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), outros dois médicos passaram pela mesma situação, mas a pasta não soube informar os cargos aos quais eles concorrem, nem os municípios. Os três médicos podem ter que devolver aos cofres da Prefeitura os valores recebidos por dias não trabalhados.

De acordo com Fábio Brito, advogado de Jarques Lúcio, o candidato solicitou o afastamento do emprego no mês de junho e a prefeitura de João Pessoa indeferiu o pedido apenas no dia 28 de agosto. Sendo assim, o médico solicitou férias. Segundo Fábio Brito, as duas solicitações são de direito de Jarques Lúcio. “Você solicita o afastamento e vai fazer a campanha, porque é impossível disputar uma campanha em um município e vir a João Pessoa prestar expediente”, disse.

A pasta esclareceu, por meio de nota, que a Secretaria de Administração (Sead) já convocou os médicos que se afastaram para concorrer às eleições em municípios do interior. Os profissionais retornaram e solicitaram férias durante o mês de setembro. A partir do próximo mês, irão regularizar a situação efetivando o ressarcimento ao erário municipal por eventual ausência ao serviço.

Procedimento administrativo
A SMS explicou que os pedidos de férias para o mês de setembro, dos três médicos, foram deferidos. Com isso, eles vão ter que devolver os valores referentes apenas aos dias em que se ausentaram, fora do mês de férias.
A SMS destaca que o médico Jarques Lúcio "está em gozo de suas férias entre o período de 01 até 30 de setembro. O processo administrativo existente é referente à solicitação de desincompatibilização (afastamento). Tal processo foi indeferido pela Secretaria de Administração por entender que o afastamento do profissional só é necessário caso ele esteja concorrendo a cargo eletivo no município onde trabalha. Como o profissional concorre às eleições em outro município, o afastamento não é necessário. O profissional deverá regularizar a situação junto à Sead".

Fonte:G1
Compartilha via Whatsapp

Sobre Hugo Freitas

O AGORAPB O SEU PORTAL DE NOTÍCIAS
    Comentário via Blogger
    Comentário via facebook

0 comentários:

Postar um comentário

Os leitores que quiserem fazer algum comentário, devem estar logados no facebook, clicar em Like e escrever na caixa de texto que se abrirá automaticamente.