Transexual diz que recebeu mensagens homofóbicas e ameaças pelo WhatsApp, em JP

Uma transexual denunciou, na noite dessa quarta-feira (17), em João Pessoa, que recebeu ameaças pelo WhatsApp. As mensagens partiram de um jovem que afirmou ter nojo de homossexuais. Ele falou que se encontrasse a vítima na rua a espancaria e que “gosta de matar travestis”. O agressor também disse que homossexuais são “desgraçados” e “têm que morrer”. 

Segundo relato da vítima postado no Facebook, os insultos e ameaças aconteceram depois que a transexual se negou a gravar mensagem chamando pelo nome de um amigo do agressor. O áudio seria usado para insinuar envolvimento do rapaz com a mulher trans e constrangê-lo em sala de aula.

“Disse educadamente que não faria, aí ele passou a me atacar, com xingamentos e ameaças. Fico indignada como pessoas podem ser assim, preconceituosas, ofensivas e más a esse ponto. Para muitos não existe homofobia e transfobia. Será mesmo que não?”, questionou a vítima.

Ainda na publicação, a transexual disse que vai processar o agressor. “Não vou me abater com isso, mas também não vou deixar passar. Já mostrei ao meu advogado e ele irá tomar as medidas legais. Enquanto a esse ser que nem sei se posso chamar de humano, digo só uma coisa: quero ver você dizer tudo que me disse na frente de um juiz”, completou.

A vítima foi bastante apoiada por amigos na rede social, que repudiaram o teor das mensagens de ódio e deram força para que ela denunciasse o caso. A postagem que denuncia o caso ganhou grande repercussão em poucas horas. Até a divulgação desta matéria, o post tinha sido compartilhado por cerca de 360 usuários do Facebook e recebido outras 900  interações, entre reações e comentários.

Esse foi o segundo caso de ódio a homossexuais com repercussão na internet registrado nos últimos dias em João Pessoa. No início da semana, o Portal Correio noticiou que dois rapazes foram agredidos verbal e fisicamente após se beijarem em um bar no Castelo Branco. A denúncia envolveu ainda uma provável omissão de policiais militares diante da violência. A instituição falou que apuraria a situação. 

Fonte:G1
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