Taxista fatura mais com Pokémon GO que no São João de Campina Grande

O mês de junho em Campina Grande por causa do São João atrai turistas para a cidade e, por tabela, aumenta a renda dos taxistas. Mas 'O maior São João do Mundo' não está sendo páreo para o jogo Pokémon GO, que chegou ao Brasil na última semana. Pelo menos para Aldnax Marques, 43 anos, que trabalha como taxista há 23 anos. Ele afirma que faturou mais fazendo corridas exclusivas por causa do jogo do que nos fins de semana da festa junina.
A febre na cidade começou na quinta-feira (4), de acordo com o taxista. "Ele foi lançado na quarta-feira (3) e já no outro dia os clientes só falavam nisso e ficavam jogando dentro do táxi. Todos pediam para dirigir mais devagar e, inclusive, parar nos pokéstops [loja que oferece itens aos jogadores]. Por causa disso o valor das corridas começaram a subir. Vou até colocar no carro o adesivo 'Táxi Pokémon' para me identificar", diz.

Foi depois disso que Aldnax Marques percebeu que poderia aumentar o faturamento. Ele decidiu oferecer um serviço mais personalizado para quem usa o táxi apenas para jogar Pokémon GO dando descontos de até 30% no valor da corrida. O taxista também começou a usar o aplicativo do jogo e quando perguntado por clientes onde há mais 'monstrinhos' e pokéstops, ele já sabe os melhores locais pra fazer a caçada. Até a manhã desta segunda-feira (8) o taxista estava no nível 10.
Uma das histórias curiosas contadas por Aldnax foi de uma senhora que estava passando mal e melhorou após acompanhar as parentes jogando. "Me chamaram pra levar a senhora na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] porque estava com a pressão alta. No caminho os parentes ficaram jogando, pegando os bichinhos e a senhora ficou interessada. Antes de chegar na UPA a pressão normalizou", disse.
Ainda apareceram clientes que decidiram deixar o carro em casa e acionaram o taxista para poderem usar o celular e caçar pokémon no caminho. Um dos usuários chegou a perder um compromisso porque pediu pra o taxista alterar a rota. Outros chamaram Aldnax Marques para levá-los para encontros de jogadores no Parque da Criança que ocorreram no sábado (6) e domingo (7).
"Algumas corridas que custariam R$ 30 chegaram a R$ 60 por causa das paradas e mudanças de caminhos. E não tem idade para os jogadores. Já peguei clientes adolescentes como também levei uma médica de mais 50 anos que estava jogando como se fosse criança. Por causa do jogo muitas famílias estão saindo de casa em conjunto", contou o taxista.

Essa não é a primeira vez que Aldnax Marques usa a tecnologia para ganhar dinheiro. Ele oferece wifi no carro há alguns anos e isso tem atraído ainda mais os jogadores de Pokémon GO, que não precisam mais gastar os dados móveis do celular. No carro ainda há um tablet onde os clientes podem escolher as músicas que vão tocar em aplicativos de streaming.
Ele ainda tem um vídeo game dentro do táxi e não cobra nada para o cliente que quer jogar. "É mais um atrativo que eu uso para fidelizar os passageiros", diz. Dentro do veículo tem luzes de led que transformam o local em uma boate e ele ainda permite que os usuários consumam bebida alcoólica.
O jovem Mateus Souza é cliente fiel do taxista por causa dos serviços oferecidos no veículo e jogou durante a viagem "Eu peguei uma corrida com ele e aproveitei o wifi que tem no carro para pegar pokémon. Sem falar no vídeo game que ele tem e o serviço muito bom que ele presta", disse o jogador.
Tratamento ao cliente
"O Uber só existe porque os taxistas falharam". Essa é a afirmação de Aldnax Marques a respeito do fenômeno do aplicativo. "Às vezes o cliente só precisa de um bom tratamento, seja para jogar Pokémon GO ou utilizar a internet para outros fins. Eu uso terno pra trabalhar há sete anos, ofereço água, revistas e outras coisas para agradar. Inclusive tem uma cliente que faz minha propaganda e diz aos amigos que eu sou o táxi melhor que Uber porque ela conhece o serviço oferecido pelo aplicativo em outras cidades", afirma.

fonte G1
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