'Orgulho', diz filho orientado pelo pai em curso de doutorado na Paraíba

Como se não bastasse a relação em casa e nos encontros familiares, há parentes que levam a convivência para outros setores da sociedade. Esse é o caso de Marcelo Sampaio, de 58 anos, e Raphael Alencar, 28. Pai e filho de Campina Grande e, também, professor e aluno da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O estudante faz doutorado e tem como orientador o pai.
A relação paralela começou na graduação de Raphael, formado em engenharia elétrica. "Sempre gostei de matemática e desde o colégio participava. Na hora de escolher o curso na universidade decidi ir para a área de exatas e fiz a opção por elétrica também influenciado pela profissão do meu pai", contou o estudante.
O professor Marcelo Sampaio é doutor em engenharia elétrica e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Comunicações (Iecom) da UFCG. "Eu sempre quis que os meus filhos seguissem a carreira que eles achassem melhor e fossem felizes, mas é bom ver que Raphael está indo pelo mesmo caminho que o meu", afirma o professor.

O filho mais velho do docente, Thiago Alencar, chegou a cursar engenharia elétrica, mas não concluiu e partiu para o direito. A filha, Marcella Alencar, é formada em jornalismo e atua na área da sociologia. Marcelo Sampaio diz que nunca houve pressão para os filhos seguirem seus passos. Raphael teve o pai como professor na graduação, orientador no mestrado e, agora, Marcelo acompanha a tese do filho no doutorado.
Rotina acadêmica compartilhada
O estudante diz que a rotina dos dois sempre foi muita parecida, o que fortaleceu os laços. "A gente chegava na UFCG no início da manhã e quando ele rendia no trabalho eu o acompanhava estudando. A gente chegava em casa 10 horas da noite. E às vezes em casa continuava a rotina acadêmica. Quando eu precisava de auxílio, sempre pedia. Ocorria naturalmente", diz ele.
A respeito da relação deles dentro da sala de aula e com os outros estudantes, a dupla diz que sempre foi tranquila, apesar de um episódio há cerca de 10 anos. "Raphael estava iniciando o curso e a coordenação me convidou para dar uma palestra aos feras. Quando eu palestrava, o vi bagunçando e o repreendi na frente de todos", riu o professor.
"Quando fui assistir a primeira aula dele, fiquei curioso para ver como seria. Depois senti um alívio quando vi que a aula era realmente boa. Consegui assimilar tudo, apesar da dificuldade da disciplina. Eu senti um orgulho de ser aluno e filho dele e ainda tenho de ser orientado no doutorado", afirma Raphael Alencar.
Família
E essa relação não é a primeira na família Alencar. A esposa de Marcelo e mãe de Raphael, Silvana Alencar, também foi aluna do professor na época de colégio. "Eu acho muito bom essa rotina deles porque aumenta a relação entre pai e filho. É muito saudável para os dois", diz a esposa.

Fonte:G1
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