MPPB usou postagem em rede social para argumentar por prisão de atletas

Uma postagem nas redes sociais reforçou o pedido do Ministério Público pela prisão preventiva dos atletas Pedro Uchoa e Caio Gabinio, que foi cumprida no domingo (21). Os dois tinham sido presos no início de julho deste ano após serem pegos em flagrante com 45 comprimidos de ecstasy, 30 gramas de cocaína, skank, maconha comum e em pasta, além de R$ 2,8 mil em dinheiro. Mas um dia depois da prisão, no dia 8 de julho, foram soltos e passaram a responder o inquérito em liberdade.
A reportagem do JPB teve acesso ao documento do MP que pede a prisão preventiva. Nele, está anexada uma cópia da postagem feita no Instagram de Caio Gabinio. "Essa postagem viralizou pelas redes sociais e meios de comunicações, televisão, rádio e jornais, causando clamor público e revolta de quase totalidade da sociedade local, diante do 'deboche' daquele que praticou conduta ilícita grave e obteve o benefício da liberdade provisória", argumenta o Ministério Público.
Na mensagem anexada ao processo, a legenda da foto tem o texto "Aos que me amam obrigada pelo apoio... Maluco a gente sempre foi... Só q agora todo mundo sabe..." (sic).
A foto foi publicada logo após a soltura dos dois suspeitos, em 8 de julho, e apagada em seguida. Na época da postagem, o advogado de Caio Gabinio, Edson Jorge, informou que a senha de acesso à rede social do atleta foi usada indevidamente. "Naquele momento Caio não tinha nenhum recurso de celular à sua disposição para que pudesse postar algo em redes sociais pois ele permaneceu nas dependências reservadas aos custodiados até que fosse paga a fiança. E isso demorou bastante. Permanecemos até as 14h. Impossível ele ter postado", declarou o advogado na ocasião.
"A liberdade dos acusados causou imediato sentimento de impunidade a eles próprios, bem como se propagou pela sociedade em razão do 'deboche' com a lei e o descrédito com as decisões da Justiça, que tem como mister solucionar litígios e acalmar os conflitos sociais", diz o documento do Ministério Público.

As prisões de domingo aconteceram após a Polícia Civil concluir o inquérito que investigava os dois ex-atletas, conforme explica o delegado responsável pelo caso, Thiago Sandes. “Há 10 dias recebemos os referidos mandados de prisão e começamos o nosso trabalho de localização desses suspeitos. Então, fizemos as diligências e na data de ontem fizemos a prisão de ambos para evitar uma fuga”, comentou.
De acordo com Sandes, Caio foi preso em um hotel na cidade de Recife, onde iria participar de um evento. Pedro, por sua vez, foi abordado e detido em um restaurante no bairro do Bessa, em João Pessoa. “Concluímos o inquérito e encaminhamos ao judiciário”, disse o delegado. A previsão é de que os dois suspeitos sejam levados para uma nova audiência de custódia nesta segunda-feira (22). Caso o juiz entenda que não é necessária manter a prisão, os dois jovens podem ser liberados.

Os rapazes foram ouvidos, durante audiência de custódia, pela juíza da Vara de Entorpecentes da Capital, Maria Aparecida Sarmento Gadelha, que decidiu pela manutenção da prisão preventiva. De acordo com a magistrada, a prisão preventiva foi mantida porque há fortes indícios da prova da materialidade e de autoria dos crimes.

Os dois suspeitos são ex-atletas. Pedro Uchoa é personal trainer e ex-integrante da Seleção Paraibana de Basquete, enquanto Caio Gabinio é DJ e fez parte da seleção brasileira campeã mundial de handebol de areia. Eles estão detidos no 5º Batalhão da Policia Militar, no Conjunto Valentina de Figueiredo, uma vez que têm curso superior.

O advogado de Caio Gabinio, Edson Jorge, explicou que a decisão vai ser respeitada, mas que a considera “temerária”. “Na verdade, não surgiu nenhum fato novo que justificasse a prisão preventiva. Na audiência de custódia, a juíza determinou medidas cautelares que Caio vinha cumprindo. Não houve desobediência. Ele vinha comunicando todos os eventos que estava participando”, disse. Ele ainda acrescentou que a defesa está analisando que atitude vai tomar para tentar reverter a decisão, para que o atleta possa responder ao processo em liberdade.

A defesa de Pedro Uchoa informou que não vai se pronunciar sobre a prisão.

Fonte:G1
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