Justiça da PB nega habeas corpus de suspeito de matar Rebeca Cristina

O principal suspeito da morte da jovem Rebeca Cristina teve o habeas corpus negado, de forma unânime, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), em sessão ordinária realizada na tarde desta quinta-feira (25). O cabo da Polícia Militar que era padrasto da menina, está detido no Presídio do Roger desde 22 de julho e já teve a prisão temporária prorrogada por trinta dias.

A defesa alega que o policial está sofrendo constrangimento ilegal e que ele não poderia manter-se preso, por não obstruir o curso das investigações.
No voto, o desembargador-relator, Márcio Murilo, entendeu que o fato de o investigado supostamente apresentar condições subjetivas favoráveis -  residência fixa, ocupação lícita, primariedade - não autoriza, por si só, a desconstituição da prisão temporária, principalmente quando estão presentes os requisitos para a sua decretação.
Ele é suspeito dos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver contra a própria enteada em 2011. De acordo com o relator, o álibi utilizado pelo investigado já foi contestado.
“O fato é que o delegado de polícia colheu a oitiva de todos os policiais que estavam de plantão no Róger naquele dia e todos afirmaram que Edvaldo solicitou à autoridade superior, por duas vezes, autorização para sair e resolver problemas pessoais, tendo sido atendido no seu pleito. Essas saídas, até agora não explicadas pelo paciente, ocorreram justamente no horário da morte da menor Rebeca”, destacou o magistrado.
Para o relator do processo, a prisão temporária do suspeito, investigado com fundadas suspeitas de autoria ou participação, requerida pela autoridade policial e ratificada pelo Promotora de Justiça, mostra-se imprescindível para as investigações do inquérito policial.
“O acusado apresentou em seus interrogatórios álibis contraditórios, com outras provas apuradas no procedimento inquisitorial instaurado, até mesmo nas suas próprias versões controversas”, asseverou Márcio Murilo.

Relembre o caso
Rebeca Cristina tinha 15 anos quando foi abusada sexualmente e assassinada em 11 de julho de 2011, quando fazia o trajeto entre a casa da família e o colégio que estudava, em Mangabeira VIII, na Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com várias marcas de disparos de arma de fogo, em um matagal na Praia de Jacarapé, no Litoral Sul da Paraíba.

Fonte:G1
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