Jovem vítima de atropelamento continua internado em João Pessoa

Continua internado em estado regular no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa o jovem de 18 anos que ficou ferido após ser atropelado, juntamente com uma adolescente de 14 anos, por uma caminhonete no bairro do Rangel, em João Pessoa, na noite da quarta-feira (24). O acidente aconteceu na Avenida 2 de Fevereiro. A caminhonete ficou sem controle após a motorista tentar uma manobra para desviar de outros pedestres que atravessaram na frente do veículo. A adolescente não resistiu e morreu no local.

​De acordo com o boletim médico do hospital, divulgado às 11h desta quinta-feira (25), o jovem deu entrada na unidade por volta das 22h10 da quarta-feira e passou por procedimentos médicos de emergência, seguindo internado em observação da ortopedia e neurologia.

A motorista da caminhonete, de 38 anos, assim como os dois jovens atropelados, é moradora do bairro do Rangel e estava voltando para casa no momento do acidente. O sargento Alberto, da Polícia Militar, relatou que a motorista ficou o tempo todo dentro do veículo após o acidente. “Ela ficou em estado de choque, sem reação. Ela falou que foi muito rápido, as pessoas passaram, ela puxou o carro para a esquerda e acabou invadido a calçada”, explicou. 

A mulher se apresentou na Central de Flagrantes da Polícia Civil, no bairro do Geisel, prestou depoimento e foi liberada. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Acidentes de Trânsito. De acordo com a delegada Ana Carolina Adissi, que investiga o caso, ela não apresentava sinais de embriaguez e contou a versão dela do acidente. 

"Ela alegou que não estava em velocidade alta porque tinha acabado de passar por um radar de velocidade, onde ela reduziu. No inicio da ladeira ela disse que teria sido cortado por um carro escuro, que ela não soube precisar a cor. E quando esse carro cortou para entrar na frente dela, ela perdeu o controle do próprio veículo, disse que acionou o freio porém o carro só veio a parar quando bateu em um muro", disse a delegada.

A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito. "Ao crime de homicídio culposo na condução de veículo automotor cabe prisão em flagrante, mas como ela se apresentou espontaneamente, isso livra da prisão, mas ela vai continuar sendo processada pelo crime", explicou a delegada. Se condenada, a mulher pode pegar de dois a quatro anos de prisão. 
A adolescente que morreu, Renata Rocha Fernandes, de 14 anos, era estudante e praticava dança na igreja em que frequentava. Ela tinha completado aniversário neste mês, e era a filha mais velha de quatro irmãos. Ela ajudava a mãe e planejava trabalhar para contribuir com as despesas da casa. “A minha filha só saiu de casa para deixar a prima dela. Ai encontrou o coleguinha e foi deixar a prima e ficou esperando o outro colega para falar com ele porque ele não tava muito bem. Quando ela estava em pé esperando, a mulher veio com o carro por cima dela. Só eu e Deus sabe o que estou sentindo. Não sei nem o que vou falar pros meus filhos pequenos”.
De acordo com a avó do jovem que ficou ferido, Ivonete Nóbrega, o neto dela era muito apegado a Renata e não sabe que a amiga morreu. “O doutor perguntou a ele: ‘Kleiton, você se lembra o que foi que aconteceu?’, e ele disse que não, que não sabia o que tinha acontecido. Ele ainda não sabe o que aconteceu com Renata e nem quero imaginar quando souber que a amiga faleceu”, comentou.
O corpo de Renata vai ser velado na Igreja Batista, no bairro do Rangel, e a previsão é de que o enterro seja realizado no final da tarde desta quinta-feira, no bairro do Cristo Redentor.

Fonte:G1
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