Especialista dá dicas para reduzir custos na hora da feira na Paraíba

Pesquisar em locais diferentes e formar um 'grupo de compras' por atacado com amigos ou familiares podem ser alternativas para quem pretende gastar menos com a compra mensal de produtos alimentícios. Também é preciso ter cuidado ao acumular estoques elevados de comida, ao comprar por atacado, pois isso pode aumentar o consumo dos produtos e, por sua vez, a despesa com alimentação. As recomendações são do economista Rafael Bernardino, que é especialista em planejamento financeiro pessoal, diante da alta de preços de produtos do gênero alimentício ma Paraíba.
Segundo o Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme), o custo de vida na cidade de João Pessoa aumentou no mês de julho, devido, principalmente a uma alta de 99,41% no preço do feijão. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 15,23% em um período de 12 meses, na capital.
“Quando se tem grande estoque, há uma propensão a um maior consumo. Nesses casos, os gastos podem ser maiores, podendo até haver desperdícios”, alertou o economista. Para ele, a formação de 'grupos de compras' com amigos ou parentes pode ser uma alternativa para quem prefere comprar comida por atacado, uma vez que, nessa modalidade de compra, os preços dos produtos alimentícios são mais acessíveis.

Rafael Bernardino destaca ainda que as pessoas que optarem pelas compras por atacado devem ficar atentas para o preço de produtos como carnes e hortifruti. “O ideal é pesquisar. Em geral, as compras de hortifruti nas feiras livres têm preços mais baixos”, afirmou o economista. Com relação às carnes, Bernardino enfatiza que o melhor local para compra desse tipo de produto é aquele que ofereça as melhores condições ao consumidor, tais como segurança, qualidade e preço.
“Às vezes, os supermercados fazem ofertas. É preciso pesquisar, sempre”, recomendou o economista. De acordo com o especialista, para economizar nas compras por atacado, é preciso planejar bem os gastos, que também incluem o deslocamento da residência do consumidor até o local onde a compra vai ser feita. Rafael Bernardino explica que só vale à pena se deslocar para longe se o volume de produtos comprados for suficiente para compensar o tempo empenhado e as despesas com transporte.
“É uma questão de fazer bem as contas. Ir a um local mais distante, com maiores gastos de tempo e combustível, pode se justificar se o volume da compra for mais elevado, de maneira que somente com determinação para economizar, através de um bom controle de orçamento e de gastos é que se pode tomar as melhores decisões”, enfatiza Bernardino.
Cédulas de real e uma calculadora ao lado de contas. notas, dinheiro, reais, cotação, 
'Valorizar o dinheiro e economizar de forma inteligente' são alternativas
As pessoas que têm o orçamento limitado precisam ficar atentas aos cálculos que devem ser feitos antes de decidir qual é a melhor opção para economizar, de acordo com o economista Rafael  Bernardino. Ele ressalta que é preciso ter determinação para economizar e controlar os gastos com alimentação. Uma alternativa é traçar metas e estabelecer limites para os valores que serão utilizados para comprar comida.
Outra dica do economista é comprar à vista, em dinheiro, evitando o uso de cartões de crédito no supermercado. “Quando se paga com cartões de crédito, há uma propensão maior ao consumo e uma sensação menor do volume de gasto do que quando se paga em dinheiro vivo. A questão psicológica é importante nas operações de consumo”, afirma Rafael Bernardino.
A tecnóloga em Processamento de Dados Taciana Pedrosa decidiu mudar a forma como faz as compras de produtos alimentícios para a família. Além de participar de grupos onde usuários publicam informações sobre locais onde há produtos em promoção, em redes de relacionamento como o Whatsapp e Instagram, ela está sempre atenta às promoções, em vários estabelecimentos diferentes.
“Nunca compro tudo em um só lugar. Sei os dias em que tem promoção de alguns produtos em um certo supermercado e já deixo para comprar naquele local. Com as frutas e verduras, faço a mesma coisa. Vou a um local específico que sempre faz promoção em um dia da semana. Não existe mais isso de fazer compra para o mês. Vou a vários supermercados, toda semana”, afirmou Taciana.
idor troca de marcas e vai menos no supermercado
Alguns supermercados, principalmente os de grande porte, costumam dispor de até cinco marcas diferentes de um mesmo produto nas prateleiras, com preços variados. A iniciativa é fruto de parcerias entre o setor supermercadista e os fornecedores. O objetivo é oferecer ao consumidor opções variadas de preços, para que ele não deixe de consumir determinado tipo de alimento, segundo informou o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), José Wiliam de Araújo.
“A gente procura oferecer um leque de produtos que atenda à demanda e à necessidade do nosso cliente, para que nosso consumidor possa consumir o produto que ele deseja, escolhendo dentro de uma faixa de preços”, afirmou Araújo. Segundo ele, os produtos de limpeza são os mais substituídos pelos consumidores, que têm optado por marcas com qualidade similar e preços mais acessíveis. A redução do consumo de laticínios, especialmente iogurte, é outra grande mudança no perfil do consumidor paraibano, de acordo com José Wiliam.
Com relação à alta no preço do feijão carioca, José Wiliam recomenda que os consumidores façam a substituição por outros tipos do produto, como o feijão macassar, típico da região Nordeste, ou o feijão preto, cujo valor está até 50% menor que o do feijão carioca, de acordo com o presidente da ASPB. “Baseado nessa árvore de escolha, a gente tem como oferecer o que o cliente precisa, ele não deixa de consumir, apenas migrando para um produto mais barato”, declarou.

O presidente da Associação de Supermercados da Paraíba disse ainda que, além de substituir marcas, os consumidores reduziram o número de idas mensais ao supermercado. “Antes iam mais ao supermercado, para fazer uma compra na padaria, no açougue. Eles hoje estão indo menos. A gente observa que houve uma queda em torno de 5% a 7%. Eles estão concentrando as idas”, informou Araújo.
Uma tendência atual entre os consumidores, devido ao aumento do valor dos alimentos é “comprar só o essencial”, quando se trata de produtos alimentícios. Até as pessoas que estão agindo dessa forma devem ter cuidado ao escolher marcas, produtos e locais de compra, segundo recomenda o economista. Segundo Bernardino, produtos que são vendidos a preços promocionais em determinado local, nem sempre serão mais baratos, naquele estabelecimento, podendo haver reajuste ou promoções, dependendo da ocasião.
“É importante prestar atenção e nunca admitir, de forma definitiva, que determinado produto será sempre mais barato em algum lugar. Muitas vezes essa condição é temporária”, diz. O economista lembrou ainda que o consumidor precisa comparar, sempre, os preços e nunca esquecer de consultar os cupons fiscais de compras anteriores, a fim de evitar a aquisição de produtos com grandes aumentos de preços em determinada semana. Outra dica do especialista para reduzir os gastos com alimentação é a substituição de marcas ou até de produtos.
A dona de casa Micheline Fernandes compra mensalmente os produtos que são consumidos em maior quantidade, como feijão e arroz. Segundo ela, desde o começo do ano, foi preciso reduzir o consumo de leite e derivados, além de fazer substituições de marcas de produtos de limpeza por outras com preços mais acessíveis. “Outra medida que tive que adotar em casa foi cortar supérfluos, como sorvete e cereal. Além disso, pedi para meus filhos diminuirem o consumo de leite, parando de com tomar achocolatado na hora do lanche e passando a tomar só com café”, contou Micheline.

Cozinhar em casa e levar a comida para o trabalho é mais barato
Embora traga comodidade, comprar comida pronta fora de casa costuma ser mais caro, de acordo com o economista Rafael Bernardino. Para ele, as pessoas que trabalham o dia todo e precisam se alimentar fora de casa acabam gastando mais dinheiro, mesmo que consumam comida pronta, geralmente fornecida em “quentinhas” por restaurantes, a preços mais acessíveis.
“Em geral, a comida fora de casa tem custo mais elevado. Você paga pela comodidade e, também, pelo lucro do fornecedor. Ou seja, do dono do restaurante que lhe vendeu a comida”, observa o especialista.
Ao se dispor a fazer os cálculos, uma pessoa que compra comida fora todos os dias vai perceber o quanto seria mais barato se cozinhasse em casa. “Tem gente que não gosta de cozinhar e por isso não tem disposição para fazer as contas, mas para quem tem disposição e sabe cozinhar, se fizer bem as contas, pode verificar que cozinhar em casa, congelar e levar a comida para o trabalho vai ser mais barato, desde que no trabalho tenha o local e equipamentos para o trato da refeição, como descongelar ou esquentar etc. É mais trabalhoso, mas os gastos são menores”, garante  Rafael Bernardino.

Fonte:G1
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