'É uma vida menos corrida', garante moradora do Centro de João Pessoa

O Centro de uma cidade normalmente é sinônimo de estresse e correria. Tem o movimento do comércio, o trânsito dos carros e ônibus, a passagem dos pedestres, os gritos dos vendedores ambulantes. Para a administradora de empresas Danielle Evangelista, no entanto, morar no Centro de João Pessoa é sinônimo de bem estar. “Quando eu procurei morar no Centro, vim procurando qualidade de vida, por incrível que pareça”, lembrou.

Danielle, que tem 39 anos, foi morar no Centro há 8 anos e tem uma visão privilegiada da Lagoa do Parque Solon de Lucena, um dos principais cartões postais da cidade, que completa 431 anos nesta sexta-feira (5). Apesar de ser conhecido pelo caos, ela garante que o bairro tem várias vantagens. Além da bela vista, claro.
“Aqui, eu estou na contramão do trânsito. Quando as pessoas estão chegando, eu estou saindo e vice-versa. Meus filhos estudam perto, eu e meu marido trabalhamos perto. Hoje, eu consigo vir em casa para participar da vida da minha família, almoço em casa todos os dias. Quando eu morava no Bessa, o bairro não me proporcionava isso. É uma vida menos corrida e, se eu quiser, em 10 minutos chego na praia”, relatou.

Com a reforma do Parque da Lagoa, Danielle lamenta que perdeu o único dia de silêncio no Centro, que era o domingo. Por outro lado, ela comemora a melhoria na segurança e na estrutura do parque.
“Agora, a gente pode fazer coisas que não podia antes, como andar no Centro a pé aos domingos. O entorno da Lagoa está muito movimentado. Meu filho, Gabriel, anda de skate, eu faço minhas corridas. Está mais seguro para andar em qualquer horário, até à noite. A gente aproveita também a área verde, para ficar sentado, conversando”, comentou.
No Centro, Danielle também tem oportunidade de se conectar com a história da cidade. Perto de onde João Pessoa nasceu, ela vê prédios históricos diariamente e pode conversar com pessoas que viram a capital paraibana crescer.

“Em todo cantinho do Centro, a gente encontra marcas da história de João Pessoa. A gente olha para um prédio e consegue enxergar nele outras coisas, além do concreto. Sempre tem pessoas que contam um pouco dessa história. Uma mulher do meu prédio era casada com um arquiteto e ela vive contando como ele participou da reforma do Lyceu [Paraibano], que ele fez a casa onde funciona a Clinor. É muito bonito a gente conviver com pessoas que contam um pouquinho da história, de como era no passado”, disse a administradora.

Relógio marca o dia
Uma curiosidade do dia-a-dia de quem mora perto da Lagoa é ter a noção de tempo guiada pelo relógio do Lyceu Paraibano, escola pública tradicional localizada na Avenida Getúlio Vargas. “Quando eu cheguei, as primeiras noites foram um pouco difíceis. O relógio badala baixinho a cada 15 minutos e, a cada hora, o número de badaladas é correspondente ao horário que é marcado. Durante o dia, as pessoas não percebem, mas à noite, quando o Centro silencia, a gente escuta tudo”, compartilhou Danielle.
A vista do 10º andar do prédio onde ela mora - junto com o marido Nemésio e os filhos Gabriel e Malu, de 14 e 9 anos, respectivamente - vai além da Lagoa. Lá de cima, ela consegue ter um panorama da cidade que chega até a cidade vizinha. “Temos um pôr-do-sol lindo aqui. Vejo o mar e parte verde da cidade. É impressionante quanto verde tem na cidade. Consigo ver até o porto de Cabedelo”, garantiu.

Fonte:G1
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