A SOCIEDADE DA EXCLUSÃO E VIOLÊNCIA

“O desespero no olhar de uma criança a humanidade fecha os olhos pra não ver televisão de fantasia e violência, aumenta o crime cresce a fome do poder” (Compositor: Petrúcio Amorim; Interprete: Flávio José)

Não é por menos que vivemos cercados pelo medo. Esse medo está em andar nas ruas e até mesmo a volta para casa após um cansativo dia de muito trabalho enfim, estamos à mercê do medo e da inconstância de uma sociedade que esconde as suas desigualdades e de tempos em que somos iludidos com falsas promessas políticas e perspectivas de mudanças positivas. 

É rodeado pelo medo que por vezes a justiça com as próprias mãos ocorre, ainda que saibamos que não deveria ser desse modo que o sentimento de alívio adentrasse ao coração das famílias vítimas desses algozes. É também pelo medo que olhamos enojados um semelhante que se confunde com um “marginal” sem perceber que aquela mesma pessoa é também vitimada (na maioria dos casos) por uma sociedade injusta e desigual.

O termo “marginal” significa dizer que aquele ser humano vive à margem da lei, que não respeita diretrizes e tampouco o que é privado, entretanto, seria muito simplório encerrar o significado deste termo de acordo com um dicionário. Estar à margem é afirmar que aquele mesmo indivíduo não está agindo de acordo com a lei por não se incluir no perfil instituído pela Constituição Federal de 1988 e gozar de acordo com o seu Art 5º de igualdade sem distinção de qualquer natureza, além de ter os seus direitos sociais respeitados como acesso à saúde, à alimentação, à segurança, à moradia, à educação entre outros. 

Infelizmente, somos vítimas de outras vítimas. Não quero afirmar que todos os assaltos ou quaisquer outros atos de violência estejam sempre ligados a pessoas que são vítimas da permanente exclusão social, mas reiterar que essa condição é agravante para os altos índices de violência que estão ocorrendo entre eles os assaltos que voltaram a assolar a população deixando-nos aterrorizados de como será o amanhã.  

O que fazer? Esta é uma pergunta que não quer calar! O ideal seria que todos fossemos vistos como humano, mas como muitos dizem por aí está faltando humanidade no humano. Seria correto que a partir desse olhar tudo o que está descrito em nossas leis fossem aplicadas a todos, sem distinções, porém enquanto houver política voltada a interesses próprios, ausência de infraestrutura e desigualdade social o que também será permanente é a violência. 


*Amanda Cristina Souza




*Amanda Cristina Souza é Bacharel em Serviço Social pela UFPB, Poetisa nas horas vagas e escreve para o www.agorapb.com.br aos domingos.




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