Professora faz texto poético para tentar alugar casa na Paraíba

Uma professora de Campina Grande decidiu usar a emoção para tentar alugar a casa dela. Samelly Xavier escreveu um texto poético em uma rede social fazendo o anúncio e relembrando momentos vividos no local para convencer um possível inquilino. A intenção também foi atrair uma pessoa que tenha cuidado com o imóvel, diz a educadora. Confira o texto completo no final da reportagem.
Samelly conta que morou a vida inteira na casa, mas decidiu se mudar há três anos quando a mãe morreu. Segundo ela, à época, a casa e a saudade eram grandes demais e preferiu se mudar para um apartamento. Ela resolveu alugar a residência e acabou encontrando uma boa inquilina, que tinha o mesmo zelo pelo local.

"Eu fui surpreendida pela pessoa dizendo que teria que se mudar de uma hora para outra e minha primeira ideia foi anunciar nas redes sociais. Depois disso vieram as lembranças de todos os momentos na casa desde a minha infância e por isso escrevi daquela forma", disse.
A professora, que dá aulas de redação em um curso especializado de linguagens, afirmou que aliou uma necessidade à vontade de se expressar. "Quando eu soube que teria que alugar novamente, me emocionei. Escrevi um texto diferente para as pessoas entenderem que ali não é só uma cozinha, um quarto, uma sala, mas sim as histórias de uma família e precisam ser bem cuidadas", afirmou.
Apesar do apego à casa, Samelly garante que quer, de fato, alugar a residência. "É uma prosa poética, que usa as formas de linguagem, mas de fato é um anúncio real e quem desejar alugar é só entrar em contato", conta. O número para o interessado falar com a professora é (83) 99635-0257.
Confira o texto escrito por Samelly Xavier nas redes sociais:
"Aluga-se casa onde se foi muito feliz. O chão de cerâmica esconde um monte de brinquedo perdido. O forro é de PVC, mas nas telhas certamente ainda deve restar algum dente de leite jogado com medo de ficar banguela.
No escritório, foram escritos muitos poemas e até uma dissertação de mestrado. A cozinha é imensa, pois é lá que se reunia todos os amigos pra tomar café. Só a mesa de madeira cabia dez, fora os tamboretes.
Por falar em tamborete, tem uma área de serviço da onde dá pra ver a lua enquanto se lava farda de colégio (experiência própria).
Era só uma casa, mas como o amor não tem tamanho, virou duas. Se você também quer ter privacidade, mas ao menor sinal de medo, correr pro colo de quem te ama, a casinha ao fundo é ideal pra você. Lá atrás, tem um quarto, uma sala, um banheiro e uma cozinha.
Tem dois quartos, um colado no outro que é pra poder se conversar de madrugada cada um de sua cama e tem um terraço inexplicável , onde toda lágrima se converte em gargalhada escandalosa e música do Oswaldo Montenegro.

Quem alugar, leva minha essência de vida toda vez que abrir a porta cuja maçaneta eu não alcançava..."



Fonte:G1
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