PF procura investigados em esquema de fraude em licitações na Paraíba

O ex-secretário de Obras de Princesa Isabel, Valmir Pereira de Sousa, e o empresário Sérgio Ricardo Ferreira Melo de Abrantes estão com mandados de prisão preventiva em aberto e seguem sendo procurados pela Polícia Federal na Paraíba. Eles são investigados na Operação Cardeiro, desencadeada na terça-feira (19), que apura desvios de recursos oriundos do Ministério da Saúde.
Segundo as investigações, os investigados partipavam de um esquema de fraude de licitações de para construção de quatro Unidades Básicas de Saúde e um Centro de Reabilitação na cidade de Princesa Isabel. O desvio é de R$ 1 milhão, de acordo com as investigações, sendo que a obra estava orçada em R$ 5 milhões.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Antônio Glautter, a dupla foi procurada durante a realização da operação, mas nenhum dos dois foi localizado. "Eles estão com os mandados em aberto e não se pronunciaram nem por meio de advogados. Enquanto isso, estamos procurando e qualquer pessoa que os localize podem comunicar à polícia", disse. Informações podem ser repassadas pelo 190 ou 197.

O G1 procurou falar com os advogados dos investigados, mas eles não foram localizados. O delegado disse que a única informação que a PF tem é que o empresário possui um escritório de arquitetura no bairro de Tambaú, em João Pessoa.
Ainda conforme Antônio Glautter, o pai do empresário Sérgio Ricardo Ferreira também é procurado. No nome dele há um mandado de condução coercitiva. Outra pessoa envolvida no esquema também tem mandado de condução em aberto, mas não foi localizada até as 10h40 desta quarta-feira (20).
A investigação também constatou que a mesma empresa ganhou duas licitações suspeitas de favorecimento. Segundo o MPF, isso aconteceu justamente por causa da relação de parentesco entre os proprietários da empresa e membros da gestão municipal.
Durante a operação, três funcionários públicos da prefeitura de Princesa Isabel, membros da comissão de licitação, foram afastados, e foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão. O nome da operação, chamada de Cardeiro, faz alusão a um cacto bastante comum no Sertão, um vegetal resistente à seca.

Fonte:G1
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