Padrasto é preso por participar na morte de Rebeca, diz promotor da PB

Foi preso na manhã desta sexta-feira (22) em João Pessoa, o padrasto da adolescente Rebeca Cristina, que foi morta há pouco mais de cinco anos em João Pessoa. A prisão aconteceu após o juiz do 1º Tribunal do Juri Antônio Majora decretar a prisão temporária do homem. A informação é do promotor do 1º Tribunal do Juri de João Pessoa, Marcus Leite. Segundo o delegado responsável pelo caso, Glauber Fontes, o padrasto é suspeito de participar no crime.

“Identificamos que o padrasto vinha obscurecendo as investigações, eis que, sendo um dos principais suspeitos, já deveria ter fornecido outros elementos para a elucidação do crime, e até mesmo apontar a participação de terceira pessoa. Acreditamos que ele não cometeu os crimes sozinho, se autor intelectual ou material, ele foi auxiliado e isso é motivo, segundo a lei, para a decretação de prisão temporária”, disse o promotor.

Ainda segundo Marcus Leite, o homem apresentava contradições em seus depoimentos. “Há várias contradições, como álibis do padrasto que se não se confirmaram, aliado ao seu perfil voltado para crimes de natureza sexual, fundamentando ainda mais o decreto da prisão temporária, objetivando o aprimoramento das investigações”, explicou.

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), a prisão temporária vale por 30 dias. “Hoje foi cumprido o mandado de prisão do suspeito que, após 30 dias, de acordo com a lei, se não atingir a finalidade prevista, a medida cautelar pode ser prorrogada por igual período, sendo, ao final, avaliado todo o contexto probatório objetivando o oferecimento da denúncia”, finalizou o promotor.
Entenda o caso
Rebeca Cristina, de 15 anos, foi violentada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.

Fonte:G1
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