Missionários paraibanos vão para Guiné-Bissau em julho

Dois missionários paraibanos vão viajar para Guiné-Bissau, país da África Ocidental, no fim de julho para atuar nas áreas de saúde, educação e comunicação, além da evangelização. O bispo da Diocese de Bafatá, dom Pedro Carlos Zilli, esteve em João Pessoa nesta segunda-feira (4) para visitar a comunidade que vai enviar os missionários. A diocese abrange as regiões de Bafatá, Gabú, Quinara, Tombali e Bolama. Além dos dois paraibanos, dois pernambucanos e dois mineiros também vão para o país.
“Quando me perguntam o que vocês fazem lá, como é que vocês vivem debaixo daquele calor de 42 graus, eu digo três coisas fundamentais. A primeira, que não é negociável com as outras duas, é a evangelização, o anúncio do evangelho. Eu tenho visto nesses anos que quando uma pessoa encontra Cristo, a vida transforma. Outros dois pontos fundamentais, que acompanham a evangelização, que é a valorização do ser humano, a saúde, a educação”, explicou o bispo.

Segundo dom Pedro Zilli, mais de 20 mil alunos estudam nas escolas da diocese, que vai da educação infantil à universidade. Ele explicou que o país é pequeno, com 36 mil km² e cerca de 1,5 milhão de habitantes. Dom Pedro Zilli chegou em Guiné-Bissau em 1985, como missionário, e ficou até 1998. Em 2001, ele foi nomeado bispo da Diocese de Bafatá, onde permanece até hoje.
A fundadora da Comunidade Católica Nova Berith, Janaína Lúcia Novais, explicou que os missionários paraibanos vão trabalhar no hospital pediátrico e dando assistência a crianças que são abandonadas por serem consideradas bruxas. “Elas são abandonadas por alguns motivos. Se a mãe morre no parto, se ela nasce com alguma deficiência física, essa criança é considerada bruxa. A Igreja tenta recolher essas crianças para dar vida a elas, pois elas são abandonadas na selva, no mar, são entregues à morte. Também tem muita criança com Aids, também trabalharemos com essas crianças”, disse.
Ela ainda mencionou outras áreas que vão ser trabalhadas pelos missionários. “Nós vamos trabalhar com a juventude. Vamos levar um pouco da esperança, ser sinal do amor de Deus para eles. A realidade da juventude é algo que necessita muito de apoio em relação à sexualidade, afetividade. Aos 12 anos, muitas meninas já têm filhos. Também na educação. Estamos pra enviar professores para a universidade católica e para o ensino infantil. Alguns missionários também vão trabalhar com a rádio católica, que dá tanto as notícias do país, quanto a evangelização daquele povo”, afirmou Janaína.
O fundador da Comunidade Católica Kairós, em Pernambuco, Jorge Azevedo, comentou que a união de missionários de três estados diferentes é importante. "A primeira bênção dessa missão é a junção de três comunidades. A grande graça é que a gente já sai daqui do Brasil em unidade para ajudar aÁfrica, que hoje é um país necessitado de missionários", ressaltou.

Fonte:G1'
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