Grupo lança plataforma de denúncias de violência contra a mulher na UFPB

Uma plataforma de denúncia de casos de violência contra a mulher dentro dos campi da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi lançado por um grupo de pesquisas da instituição na manhã desta quarta-feira (27), em João Pessoa. Intitulada “Um Grito por Elas: mulheres da UFPB contra a violência”, a plataforma funciona por meio da internet, no site do grupo de pesquisa, e tem o objetivo de mapear os tipos e casos de violência na instituição.
Segundo a professora Margarete Almeida, coordenadora do grupo de estudo, pesquisa e extensão em gênero e mídia (GEM), que criou a plataforma, a ideia do projeto de extensão surgiu durante as reuniões do grupo e após a divulgação de uma pesquisa feita pela ONU Mulheres em conjunto com o Instituto Avon, que identificou que mais de 70% das mulheres em ambiente universitário no Brasil já sofreu algum tipo de violência.

“A violência contra a mulher - não só a física ou a sexual, mas também a intelectual, psicológica e moral - faz parte da cultura machista da sociedade, e a universidade não fica fora dela. Apesar de ser um centro de saber, cultura e conhecimento, onde se espera que seja um local desconstruído de padrões normativos de gênero, o que vemos nas universidades é apenas uma reprodução forte da cultura machista, e na UFPB não é diferente. Com este cenário, e também com base nos nossos próprios casos como vítimas de violêncica, resolvemos criar este espaço para tornar públicas estas denúncias”, explica a docente.
A plataforma funciona de forma virtual, por meio do preenchimento de um formulário onde as professoras, alunas e servidoras da universidade podem relatar o caso de violência. “Por ser online e não precisar se identificar, a vítima se sente mais segura para relatar o caso de forma fiel e assim podermos mapear melhor estes casos, como e onde aconteceu”, diz Margarete.
O projeto vai coletar as denúncias das mulheres até fevereiro de 2017, quando o grupo de pesquisa deve montar o primeiro relatório sobre as denuncias. “A nossa meta é, no dia 8 de março do ano que vem, divulgar esta parcial mostrando quais são as principais causas e tipos de violência contra a mulher nos campi da UFPB e também apresentando soluções de estrutura, segurança e cultura que possa ajudar a combater e evitar estes casos. Esse documento vai ser entregue para a universidade e para os órgãos competentes que lidam com a questão da violência contra a mulher, visando uma melhor política de gênero”, comenta a professora.
Ainda de acordo com Margarete, a ideia do GEM é manter e expandir o projeto. “Mesmo após esta parcial, pretendemos manter o espaço das denúncias no ar e também incentivar, por meio das redes sociais, para que outras instituições também realizem estudos semelhantes, de forma a difundir a importância da denúncia para combater os casos de violência”, completa.

A vice-reitora da UFPB, professora Bernardina Freire, informou que a Reitoria é apoiadora da iniciativa e que as informações da plataforma vão ser usadas para evitar casos futuros. “O grupo vai mapear o tipo de violência, que pode ser psicológica, verbal ou física, e, a partir disso, vamos enviar esforços e medidas para minimizar e coibir qualquer tipo de agressão que possa acontecer a uma de nossas mulheres”, disse.

Fonte:G1
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